Novidades nos aeroportos

•Dezembro 17, 2016 • Deixe um Comentário

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Desde o começo deste mês, passageiros que desembarcarem nos Terminais 1 e 2 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), podem desfrutar de mais uma comodidade: o POA Express Airport Bus, um serviço de transporte integrado por três ônibus que saem do aeroporto e circulam por 20 hotéis da Zona Sul da cidade, tendo como ponto final o Hotel Blue Tree Tower Millenium, no bairro Praia de Belas.

O trajeto do Sul/Norte inclui ainda paradas para embarque e desembarque na Churrascaria Galpão Crioulo e no Shopping Praia de Belas, além de passar pelo Largo Vespasiano Julio Veppo, pela região da Estação Rodoviária e pelo Centro Histórico de Porto Alegre. Com tarifa fixada em R$ 8, os ônibus estão equipados com ar condicionado, wi-fi, bagageiro, banheiro, calefação e rastreadores.

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O novo serviço cumpre uma tabela horária de circulação que considera o fluxo de voos do aeroporto gaúcho. Assim, o primeiro ônibus parte do Hotel Blue Tree Tower Millenium às 4 horas em direção ao Salgado Filho com previsão de chegada às 5h15. Já a primeira saída do terminal aeroportuário em direção ao centro da cidade ocorre às 6 horas, chegando ao bairro Praia de Belas às 7h15. O último horário de saída do hotel é às 22 horas, enquanto do aeroporto é às 23h30.

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Também o Aeroporto Internacional de Manaus Eduardo Gomes (AM) está com novidades: acaba ­­de ganhar uma Duty Free Americas (DFA), a primeira free shop que segue o conceito “livre de impostos” do aeroporto amazonense. A iniciativa faz  parte de  um contrato iniciado em 2016, que prevê a atuação da DFA por dez anos, injetando R$ 2,7 milhões por ano na receita do aeroporto.

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A recém-inaugurada Dutry Free Americas funciona na ala internacional do Eduardo Gomes, onde suas lojas comercializam produtos importados com valores inferiores aos praticados nas lojas de shopping. Isso é  possível porque todos os itens são vendidos com isenção (duty free) ou redução de impostos (duty paid). Entre os produtos de marcas internacionalmente conceituadas encontrados na DFA estão eletrônicos, bebidas, joias, perfumes, roupas, calçados e alimentos, como chocolates, biscoitos e outras guloseimas.

Celebrações de fim de ano em Quito

•Dezembro 13, 2016 • Deixe um Comentário

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A exemplo da maioria das cidades do mundo, a capital do Equador promove neste mês muitas festividades, celebrações e eventos público para festejar o Natal e o Réveillon. Se você está de malas prontas ou pretendendo ir a Quito, cidade milenar que mescla a arquitetura pré-colombiana e a colonial com suas construções e igrejas desenhadas pela colonização espanhola, saiba que esta é uma excelente oportunidade para celebrar as festas e conhecer bem de pertinho a rica cultura e as tradições locais.

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Além de poder participar dos mais de 300 eventos programados para este de fim de ano e presenciar a belíssima decoração natalina, você, durante todo este mês, tem a chance de conhecer lugares da cidade que normalmente não são abertos ao público. Caso de vários conventos e igrejas que, em dezembro, abrem suas portas para visitantes. O Convento Carmen Bajo é um deles.

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Reunindo mais de 500 imagens, o convento é o “proprietário” de uma das maiores e mais bonitas cenas natalinas da capital. Imperdível também é a cena natalina de quase 20 metros que adorna o mirante natural das alturas de El Panecillo. Por isso, se tiver um tempo livre, não deixe de dar uma esticada até lá – está localizado no alto de uma montanha e não fica muito longe da capital.

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Não deixe de provar os doces tradicionais de Natal de Quito. Preparados nos lares das famílias quitenhas, conservam as tradições e receitas guardadas há séculos pelas famílias, podendo ainda ser encontrados nos hotéis e restaurantes da cidade, que elaboram um cardápio especial para comemorar a data.

Entre as tentações, destaque para os buñuelos (bolinhos fritos de farinha de trigo que são banhados com mel de cana de açúcar) e o figo com queijo. Ainda verde, a fruta é cozida com mel de cana de açúcar e canela. Depois, é servido com queijo fresco para equilibrar os sabores.

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Integram ainda as tradições gastronômicas natalinas de Quito, a compota ou doce de tomate de árvore e os manjares. O primeiro é feito a partir do cozimento do fruto ainda preso no talo, resultando na extração de um xarope que ainda quente é misturado ao cravo.

Já o segundo segue a receita original de seus criadores, as freiras dos conventos da cidade. Mas há ainda as mistelas (caramelo recheado com licor), chicharrón de coco, obleas (biscoitos grandes recheadas com doces de frutas), bolos variados, figos confitados, torrones e alfajores.

Você vai pode experimentar esses e outros doces natalinos em diversos lugares do centro histórico de Quito, principalmente em festivais de fim de ano. Quando estiver por ali, inclua em sua viagem gastronômica a espumilla de goiaba (clara de ovos com confeitos), o rosero quitenho (ponche com leite, ovo e canela) e as quesadillas doces, acompanhadas de leite com chocolate.

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NA HORA DAS FESTAS, não deixe de participar das celebrações de Réveillon em Quito, ali chamado de Noche Vieja. Entre as tradições que os equatorianos seguem na passagem do ano está o Anõs Viejos. Realizado no primeiro minuto do ano que está começando, o ritual consiste em queimar bonecas feitas com roupas usadas, papel machê ou madeira para apagar os fracassos do ano que se passou.

Outro costume típico seguido pelos equatorianos na última noite do ano é andar um quarteirão com uma mala vazia, garantindo um próximo ano repleto de viagens. Rituais e tradições à parte, muitas agências de viagens disponibilizam pacotes com hospedagens e café da manhã para a temporada de fim de ano, com direito a vivenciar essas e outras inesquecíveis experiências. Caso da Stella Barros (https://stellabarros.com.br) e da Numatur (http://numatur.com.br).

De modo geral, os roteiros de sete noites dessas agências incluem passeios em Quito, Riobamba e Cuenca. Só para te dar um exemplo, o roteiro conta com visita ao monumento Mitad del Mundo (Metade do Mundo), que demarca o ponto exato onde a linha do Equador atravessa o país, dividindo o Hemisfério Norte e o do Sul. Há ainda o passeio pela Avenida dos Vulcões, cartão postal de Quito.

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Por essa extensa estrada espalham-se mais de 70 vulcões (alguns inativos). Eles fazem parte da Cordilheira dos Andes no Equador e foram formados pelo choque das placas tectônicas do Oceano Pacífico com as placas continentais. A lista dos vulcões mais altos do Equador é extensa (dez deles estão acima dos 5.000 m) e será impossível conhecer todos em uma única viagem.

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Assim, saiba que se adquirir os pacotes dessas agências, você terá direito a admirar pelo menos dois deles: os imponentes e ainda ativos Cotopaxi (5.897 m) e Chimborazo (6.310 m). Além da visita aos vulcões, os pacotes incluem ainda um tour ao lindo Parque Nacional de Cotopaxi, com suas exuberantes fauna e vegetação endêmicas.

SERVIÇO

www.descubraquito.com.br

Dicas úteis para quem está indo para a República Tcheca

•Dezembro 11, 2016 • Deixe um Comentário

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A República Tcheca, assim como vários países da Europa, é famosa pelos mercados e feiras que abriga no período do Natal, quando as cidades se cobrem de neve e de absoluta magia. Se você vai viajar no fim do ano para lá, não pode deixar de conhecer um deles. Antes de embarcar, porém, fique por dentro de algumas dicas que podem ser úteis em sua viagem.

A maioria dos mercados de Natal que se celebram em Praga e em outras cidades do país, como em Olomouc e Český Krumlov, abre suas portas na última semana de novembro e permanece aberta até, pelo menos, o dia 1º de janeiro. Como charme a mais, exibem luzes coloridas e belíssima decoração natalina, além de oferecer música e ricos aromas. Por isso, é bom “ligar” os seus cinco sentidos para não perder nenhum detalhe.

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Se o seu destino é a pulsante Praga, aproveite que está na cidade favorita de Mozart e não deixe de assistir os concertos e as apresentações de balé, de dança e  de corais natalinos, espetáculos que também se multiplicam em todos os pontos do país. Além das casas de shows e dos teatros, você tem ainda a chance de desfrutar gratuitamente de excelentes apresentações feitas por músicos de diferentes estilos em uma simples caminhada pelas ruas centrais e pelos principais pontos turísticos das cidades  tchecas.

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Programe-se e vá visitar os presépios que adornam diversas igrejas. Por ironia, o país onde 70% da população é composta de ateus, as igrejas e as sinagogas são uma atração à parte, quer pela beleza, quer pela importância histórica. Em Praga, muitas igrejas podem ser visitadas sem custo algum. Caso das de São Nicolau e de Nossa Senhora de Tyn.

Também não é preciso desembolsar um único centavo para conhecer a Igreja de Nossa Senhora da Glória. É lá que fica a imagem do Menino Jesus de Praga. Ela se encontra no altar lateral direito e divide o espaço com uma réplica de Nossa Senhora Aparecida, um presente do ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, em uma visita ao país.

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Construída em meados do século 13, a Sinagoga Velha Nova também merece a sua atenção. Em estilo neogótico, chamava-se originalmente “Nova” ou “Grande” Sinagoga, em oposição ao antigo templo, que não foi conservado. Na mesma área fica o Velho Cemitério Judaico, com mais de 12 mil lápides que correspondem a cerca de 100 mil pessoas que ali foram sepultadas desde o século 13 até o final do século 18.

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NA HORA DE COMER, as feiras de Natal são uma boa opção – em Praga, o maior e mais tradicional mercado de Natal fica na Praça da Cidade Velha. Independentemente da cidade, as feiras natalinas  oferecem tentações que vão dos  knedlíky (bolinhos de farinha de vários tipos com vários ingredientes) e deliciosos doces com mel, amêndoas e nozes até as receitas típicas da cozinha tcheca, baseada em molhos, batatas e  carne de porco, com bastante gordura e calorias para sobreviver ao frio rigoroso do Inverno. O “Svicková na Smetaně”, por exemplo, é um dos mais tradicionais da gastronomia do país.

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O prato é composto por fatias de carne assada acompanhadas por molho smetaně (muitas pessoas traduzem como creme de leite, mas é algo bem diferente, típico em muitos países eslavos). É servido com uma porção de geleia de amora e acompanhado de pão especial, o houskové kinedly. Para combater o frio, há ainda os caldos e as sopas, cujo principal ingrediente pode ser a carne ou os legumes. Entre as receitas típicas, destaque para as sopas de batata e de gulash, que é servida dentro de um pão redondo.

Quanto às bebidas, visitar a República Tcheca e não experimentar a cerveja é praticamente cometer um pecado mortal. Orgulho nacional e a bebida preferida dos seus habitantes, o país conta com inúmeras cervejarias que produzem a sua própria marca, como a U Fleku, que produz a cerveja escura desde 1499, e a U Pinkasú, antiga e popular desde 1843.

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Presente nas prateleiras dos barzinhos, dos restaurantes, das casas noturnas e das cervejarias (em Praga existem muitas delas), a bebida também não pode faltar em qualquer mercado de Natal que se preze. Saiba que a cerveja theca é boa e custa bem mais barato que a água. É degustada a toda hora, tanto de dia como de noite.

Se você é um dos amantes da bebida e puder dar uma esticada, visite a cidade de Plzen que é internacionalmente conhecida por sua cerveja vermelha, a Pilsner Urquell. Situada a menos de 100 quilômetros de Praga, Plzen se orgulha de ter produzido a primeira cerveja tipo pilsen do mundo, nos idos de 1842. Sua fábrica ainda está lá, em plena produção. É lá que é feita a Pilsner Urquell e também a Plznské Pivo.

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Na República Tcheca também não deixe de experimentar o svařák (vinho quente), o grog (bebida feita à base de água quente, rum e açúcar) e o rum de mel. Além de te aquecerem do frio, essas bebidas vão deixar em seu paladar um agradável sabor de canela e especiarias que vão permanecer em sua memória para sempre. Inclua ainda em seu cardápio um cafezinho, que pode ser degustado nas feiras de Natal e nos inúmeros cafés que se espalham pelo país.

Em Praga, por exemplo, as cafeterias são um ponto de encontro social e cultural. O hábito de ir frequentar os cafés começou no século 18 e até hoje faze parte da vida da cidade. Eram neles que artistas e intelectuais como Franz Kafka, Rainer Maria Rilke e Albert Einstein e compositores como Bedřich Smetana e Antonín Dvořák se encontravam. Discutiam não só a arte, mas também os destinos da República Tcheca. Mais do que saborear um café forte e quentinho, esses intelectuais tornaram essas casas famosas.

ATRAÇÃO IMPERDÍVEL DE PRAGA, as cafeterias locais têm ares de modernidade, mas sem perder a áurea cultural dos anos passados. Caso do Café Savoy. Às margens de um dos principais postais da capital, o Rio Moldava, o café fica no térreo de um edifício art-nouveau, tem pé direito de sete metros e um bonito candelabro neorrenascentista.

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Aberto em 1893, foi ficando decadente com  o passar dos anos. Contudo, depois da Revolução de Veludo (um movimento não-agressivo ocorrido na extinta Tchecoslováquia em 1989 que ajudou a derrubar o governo comunista), a casa voltou a ser popular e um concorrido ponto de encontro. Além do café e de sobremesas, o Savoy  também serve almoços leves.

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Já o Grand Café Orient funciona no primeiro andar do Black Madonna House, um edifício projetado em 1912 por Josef Gočár, o pai do cubismo tcheco. O café não é cubista apenas em sua fachada, mas também em seu interior – seu balcão e mobília foram criados por Gočár, assim como os lustres e as arandelas cubistas. É famoso pelo strudel de maçã servido com calda de caramelo e sorvete de baunilha, milkshakes e capuccino.

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Por sua vez, o Café Slavia é um dos mais antigos e visitados cafés da capital. Inaugurado em 1863 e localizado no lado oposto ao Teatro Nacional, tornou-se ponto de encontro de artistas e intelectuais. É decorado em estilo art-decô e, de suas amplas janelas, você vai ter uma belíssima vista do Castelo de Praga, do Teatro Nacional e da Ponte Carlos enquanto degusta um cafezinho. Ou, se preferir, saboreia chocolate quentinho e as famosos panquecas doces e salgadas da casa.

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Nem só de cores e sabores vive a República Tcheca. O país também é mundialmente conhecido pelos delicados cristais e porcelanas que produz. Se você pretende comprar um presente, os mercados tchecos são o endereço certo. Comercializam estes e muitos outros produtos, incluindo adornos artesanais natalinos, como enfeites para a árvore de Natal elaborados em cristal, palha ou madeira.

Aliás, as opções são muitas e acho que será muito difícil você resistir e deixar de comprar um ou mais itens. Entre as tentações oferecidas pelos mercados e feiras de fim de ano, você vai “enlouquecer” ao se deparar com os caprichados presépios, toalhas de mesa com motivos natalinos, velas feitas com cera de abelha, sinos e ferraduras fabricadas no local por autênticos ferreiros da República Tcheca. E estes são apenas alguns exemplos. Feliz Natal!

Florianópolis, muito além das praias

•Dezembro 3, 2016 • Deixe um Comentário

Para quem gosta de história, o centro da capital de Santa Catarina é um prato cheio. Local onde a cosmopolita metrópole nasceu em meados do século 17, a região abriga incontáveis preciosidades. E, acredite, vale muito a pena conhecê-las.

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Se você está passando uns dias ou pretende ir para lá, saiba que Florianópolis é muito mais do que a hipnotizante beleza de suas praias. Reúne em seu solo a exótica natureza da Mata Atlântica, cenários caribenhos e cantinhos ricos em costumes e tradições culturais. Não é só. Sua gastronomia é impecável e a vida noturna, efervescente.

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Mas o assunto é  história. E se você é, de fato, apaixonado pelo tema, preste atenção: Florianópolis abriga muitas preciosidades, entre fortalezas edificadas nos tempos do Brasil Colônia, sítios arqueológicos com inscrições e pinturas rupestres, museus e igrejas. É o lar ainda dos charmosos Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha,  antigos “vilarejos” onde permanece intacta a cultura de seus colonizadores: os açorianos.

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Se a sua passagem pela capital catarinense será  curta e  você quer conhecer um pouco sobre a sua história, o centro é uma boa opção, concentrando atrações que datam da época da fundação da ilha. Percorrer suas ruas, desvendar o passado da cidade, fazer compras em suas alegres feirinhas de artesanato e saborear comidinhas e drinques nos bares que se espalham pela região é uma experiência inesquecível.

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Seu passeio pode começar na Praça 15 de Novembro, que está localizada exatamente no lugar onde a cidade nasceu e se desenvolveu a partir de 1651, ano em que o bandeirante Francisco Dias Velho fundou a então Vila Nossa Senhora do Desterro. Foi arborizada durante o século 19, passando a ser o lar de árvores de grande porte, como palmeiras imperiais, fícus indianos e cravos-da-Índia.

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Tem como principal atração uma figueira centenária, um ponto de parada obrigatório para os turistas – ali se aglomeram para dar três voltas ao seu redor, acreditando que isso os fará voltar à cidade. A gigantesca árvore foi plantada em 1871 no terreno da Catedral Metropolitana. Dez anos depois, em 1881, foi transferida para o centro da praça, no local onde ficava um cemitério de mais de dois séculos.

Figueira da Praça 15 de Novembro - Florianópolis - SC - Foto Camila Valerim - Flickr.jpg

Outro charme da praça são os mosaicos de pedras portuguesas no piso. Eles formam figuras folclóricas da Ilha de Santa Catarina, descrevendo também cenas do cotidiano da cidade. Foram criados pelo artista plástico Hassis, falecido em 2001. Espalhados pelo local encontram-se ainda um monumento para os heróis mortos na Guerra do Paraguai e bustos que homenageiam catarinenses famosos, como o poeta Cruz e Sousa e o pintor Victor Meirelles, por exemplo.

No alto da praça está a Catedral Metropolitana, que substituiu a antiga capela erguida em 1651, por ordem do bandeirante e fundador do povoado, Francisco Dias Velho. O interior da igreja, construída entre 1753 e 1773, abriga pinturas como “A Fuga para o Egito” (1902) e a “Via Sacra” (1903), além de um órgão de tubos de 1924. Em 1922, a catedral foi ampliada e recebeu as duas torres com o carrilhão com cinco sinos.

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Em uma rua lateral à praça, você encontra o suntuoso Palácio Cruz e Souza, assim batizado em homenagem ao poeta simbolista nascido na ilha. Construído entre 1750 e 1765, foi o local dos despachos oficiais e residência dos governadores do Estado até 1954. Transformado em museu em 1986 com a transferência do Museu Histórico de Santa Catarina para o seu interior, o lindo sobrado colonial tem escadarias de mármore, pisos em parquet, colunas em estilo neoclássico, esculturas e pinturas no teto.

No outro lado da rua fica a Casa de Câmara e Cadeia. Erguida entre 1771 e 1780 e com paredes de pedras argamassadas com óleo de baleia, areia e cal, é considerada uma das importantes edificações da arquitetura civil do século 18. Desempenhou importante papel no contexto político e social da cidade. Ali foram empossados os presidentes da província e aconteciam bailes e festas oficiais. Serviu como cadeia para infratores da lei. Hoje, o prédio passa por reformas para receber o Museu da História de Florianópolis.

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A poucos passos da praça estão a Casa de Alfândega e o Mercado Público Municipal. Tombado pelo Iphan, o primeiro é reconhecido como um dos raros exemplares da arquitetura colonial portuguesa do Brasil. Inaugurado em 1876, somente foi ocupado em 1877. Em 1866, uma explosão destruiu totalmente o edifício de dois andares.

O prédio voltou a ser reconstruído em 1879, por ordem do presidente das províncias de Santa Catarina e do Espírito Santo, João Tomé da Silva. Em 1964, o porto fechou e a alfândega foi desativada. Agora, abriga um centro de artesanato, onde diariamente cerca de 120 artesãos de diferentes regiões do Estado demonstram as suas mais variadas técnicas aos visitantes, que testemunham de perto o processo de produção e a confecção de peças.

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Já o mercado é um dos badalados points de encontro e de paquera de Florianópolis. Frequentado pela moçada descolada, é repleto de animados barzinhos que servem bolinhos de bacalhau, pastéis de camarão e outros irresistíveis petiscos, além de cervejas e cachaças produzidas no Estado. Caso do Rancho da Ilha, onde essas e mais delícias podem ser experimentadas. Em dias úteis, os bares funcionam das 10 às 22 horas e, nos fins de semana e feriados, até às 17 horas.

Agito e azaração à parte, o mercado começou a ser planejado em 1845, quando o Imperador Dom Pedro 2º visitou a província e o pescado era vendido em tendas em praça pública. Sua construção apenas foi iniciada depois de dois anos. O mercado ficou pronto em 1851, mas foi demolido porque sua estrutura estava comprometida. Foi reconstruído e inaugurado em 1899. Passou por outra reforma em 2005, quando um incêndio devastou a ala norte.

Posteriormente, o mercado foi submetido a novas obras, mas preservou os conceitos arquitetônicos e o estilo neoclássico de sua construção original. Atualmente, possui 112 boxes, entre bares, restaurantes, peixarias, frutarias, açougues e lojas que vendem legumes, utensílios domésticos, roupas e artesanato. De segunda a sexta-feira é aberto das 7 às 19 horas. Aos sábados, funciona das 7 às 14 horas e, aos domingos e feriados, das 7 às 13 horas.

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Também no centro histórico ficam o Teatro Álvaro de Carvalho, a Casa de Victor Meirelles e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Sebastião dos Homens Pretos. O primeiro foi construído em 1854 e chamava-se Teatro Santa Isabel. Mais tarde foi rebatizado com o atual nome, em homenagem ao dramaturgo e militar que morreu na Guerra do Paraguai.

Já a casa onde nasceu Victor Meirelles (1832/1903) guarda obras históricas e objetos que fizeram parte da trajetória do pintor. Entre elas, as telas “A Primeira Missa no Brasil” (1861) e “Batalha de Guararapes” (1875/1879). Por sua vez, a igreja foi construída por uma confraria fundada por escravos em 1750. Tem arquitetura em estilo barroco e é uma das mais antigas da ilha – foi erguida pelos negros entre 1787 e 1830.

Esses são apenas alguns dos tesouros do centro histórico de Florianópolis. Com um mapa da cidade em mãos (facilmente obtido na recepção de hotéis, nos centros de informação turística e nas agências de turismo) e boa disposição para percorrer a região e em uma caminhada mais prolongada, é possível desvendar muitas outras de suas preciosidades. Boa jornada!

SERVIÇO

Catedral Metropolitana – Praça 15 de Novembro, tel. (48) 3224-3357, centro, Florianópolis.

Palácio Cruz e Souza – Abriga o Museu Histórico de Santa Catarina. Praça 15 de Novembro, 227, centro, Florianópolis.

Casa de Câmara e Cadeia – Praça 15 de Novembro, centro, Florianópolis.

Casa de Victor Meirelles – Rua Victor Meirelles, 59, tel. (48) 3222-0692, centro, Florianópolis.

Mercado Público Municipal – Rua Jerônimo Coelho, 60, tel. (48) 3225-8464, centro, Florianópolis.

Casa da Alfândega – Rua Conselheiro Mafra, 141, tel. (48) 3665-6097, centro, Florianópolis. Teatro Álvaro de Carvalho – Rua Marechal Guilherme, 26, tel. (48) 3665-6400, centro, Florianópolis.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Sebastião dos Homens Pretos – Rua Marechal Guilherme, 60, tel. (48) 3223-7572, centro, Florianópolis.

Caminhos de tentações gastronômicam em Florianópolis

•Novembro 10, 2016 • Deixe um Comentário

Ponte Hercílio Luz - Florianópolis  (SC) - Foto Wikimedia Commons.jpg

Se você conhece a efervescente capital de Santa  Catarina, sabe que em Florianópolis  não faltam opções de restaurantes e bares para comer bem, desde os que servem os pratos típicos catarinenses aos especializados em gastronomia internacional. Maior produtora de ostras do País, a ilha possui ainda muitas fazendas de produção do molusco, sobretudo em Ribeirão da Ilha e Santo Antônio de Lisboa.

Praia Ribeirão da Ilha - Florianópolis - Santa Catarina - Foto Wikimedia.jpg

Em um instrutivo passeio de barco às fazendas de maricultura existentes nesses antigos bairros de tradições açorianas é possível conhecer de perto a cultura de cultivo das ostras e degustá-las nos barzinhos e restaurantes que se multiplicam pelas suas rotas gastronômicas. Confira:

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Rota Gastronômica do Sol Poente Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui são duas das mais antigas colônias de pescadores da Ilha de Santa Catarina. Além da belíssima enseada de águas calmas e limpinhas, têm como ponto alto a gastronomia e a cultura. Suas ruas guardam valiosos tesouros herdados dos açorianos.

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Santo Antônio de Lisboa, por exemplo, recebeu os seus primeiros colonizadores no final do século 17 e cresceu no mesmo molde das vilas portuguesas, com duas ruas principais em paralelo ao mar e poucas ruas transversais.

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Em uma pequena caminhada pelas ruazinhas do vilarejo é possível desvendar o seu inestimável patrimônio arquitetônico, impresso nas casas e construções coloniais, na primeira rua calçada do Estado e na Igreja Nossa Senhora das Necessidades. Edificada entre 1750 e 1756, possui altares barrocos, ornados por imagens sacras de valor artístico e histórico.

Santo Antônio de Lisboa - Floripa (SC) - Igreja Nossa  Senhora  das Necessidades - Foto  Site  Matraqueando.jpg

Ao lado do vizinho bairro Cacupé, Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui integram a Rota Gastronômica do Sol Poente, assim batizada por proporcionar no final das tardes um memorável pôr de sol. Como a região abriga fazendas de ostras, a maioria dos barzinhos e restaurantes espalhados ao longo desta rota serve o molusco. Ele surge em versões gratinadas, ao bafo e in natura, temperado com sal, cachaça ou alho e óleo.

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À noite, o visual do mar com as suas dezenas de fazendas marinhas de ostras e de coloridos barquinhos atracados na areia da praia, tendo ao fundo as luzes do continente, da Ponte Hercílio Luz e da Avenida Beira-Mar Norte, é simplesmente imperdível.

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Rota Gastronômica das Ostras – No sudoeste da ilha, está Ribeirão da Ilha, segunda colônia a se desenvolver na cidade. Com pequenas praias de águas serenas e areias grossas, preserva as raízes açorianas da cidade, com charmosas casas e construções que exibem a arquitetura da época do Brasil Colônia.

Ribeirão da  Ilha - Foto Floripa Premium.png

Por mais de dois séculos, a pesca foi a principal atividade econômica da região. De uns anos para cá, porém, grande parte da economia local baseia-se no cultivo de ostras. Os moluscos vêm de fazendas marinhas que estão a poucos metros dos restaurantes que compõem esta rota gastronômica e são coletados instantes antes de serem servidos.

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Ribeirão da Ilha tem diversos restaurantes na orla. O Rancho Açoriano é um deles. Nesta casa de impecável gastronomia, caprichada decoração e deque no mar, as ostras são cultivadas na baía em frente ao restaurante, e servidas ao natural, ao bafo, gratinadas e em pratos como o espaguete com leite de coco.

Rota Gastronômica da Lagoa da Conceição – Situada a 13 km de Florianópolis, a Lagoa da Conceição é ponto de encontro de gente jovem e bonita, palco da noite mais descolada da ilha e famosa pelas rendas de bilro tecidas pelas suas rendeiras. Possuidora de magnetizantes paisagens, repletas de praias, dunas e montanhas, a região preserva casinhas e construções da época colonial.

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O centrinho da lagoa e a Avenida das Rendeiras concentram diversos pubs, bares, restaurantes e cafés com música ao vivo. Também é considerada como uma das mais ricas rotas gastronômicas da ilha. Foi nesta laguna que surgiu a “Sequência de Camarões”, onde o crustáceo é servido pelo menos de três maneiras: empanado, alho e óleo e ao bafo. O prato é acompanhado por peixe empanado ao molho de camarão, casquinha de siri e guarnições.

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Rota Gastronômica de Coqueiros – Com vista para a Baía de Florianópolis, a Via Gastronômica de Coqueiros é conhecida pela sua diversidade gastronômica, com bares, bistrôs e restaurantes que oferecem cardápios de pratos da gastronomia regional e de diversos países do mundo, como os especializados em comida japonesa, italiana, peruana, mexicana, árabe e outras. Ao atravessar a Ponte Colombo Machado Salles e seguir cerca de 1 km a oeste já aparecem as primeiras opções de lugares para comer, beber e petiscar que se estendem até as praias Itaguaçu e Bom Abrigo.

Bom apetite!

Mosteiro de Alcobaça passa por restauração

•Novembro 5, 2016 • Deixe um Comentário

Classificada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1989, a abadia portuguesa, um dos mais emblemáticos monumentos cistercienses e a última fundação em vida de São Bernardo, está sendo restaurada. Embora as obras somente devam estar concluídas no fim do ano, o belíssimo convento gótico da Idade Média continua aberto à visitação.

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Se você estiver em Leiria e decidir visitar o Mosteiro de Santa Maria de Alcabaça, é bom saber que a primeira obra totalmente gótica erguida em solo português está sendo restaurada, embora continue aberta à visitação. Também conhecido como Real Abadia e Mosteiro de Alcabaça, o convento que é considerado uma das sete maravilhas de Portugal tem uma história apaixonante e merece ser conhecido.

Começou a ser construído na Idade Média, em 1178, pelos monges cistercienses, após doação de Dom Afonso Henriques ao abade da ordem religiosa de Cister, Fernando de Claraval, em 1153. Segundo a lenda, durante a Reconquista, à época da formação da nacionalidade portuguesa, Dom Afonso Henriques teria prometido à Santa Maria erguer um mosteiro em sua homenagem, caso conseguisse conquistar os mouros, o que veio a acontecer em 1147.

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O rei cumpriu a promessa, doando o território de Alcobaça ao abade daquela ordem religiosa – esta narrativa encontra-se documentada nos painéis de azulejos das paredes da Sala dos Reis do Mosteiro, que datam do século 18. Contudo, as obras para a construção da abadia apenas começaram a ser realizadas 25 anos após a doação.

 

Ruinas do Castelo de Alcobaça -  Foto Wikimedia Commons.jpg

No século 14, o mosteiro foi ampliado com outra doação, desta vez do rei Fernando 1º de Portugal. As obras só terminariam em 1240, dando-se a consagração em 1252. De sua construção original hoje restam as muralhas externas. A igreja, com 100 metros de comprimento e integrada por nove capelas, guarda os túmulos do terceiro rei português, Dom Afonso 2º, falecido em 1224, e os de Dom Pedro e Dona Inês de Castro.

Mosteiro de Alcobaça - Túmulo de Inês de Castro - Foto Wikimedia  Commons.jpg

Restauro – A Direção Geral do Patrimônio Cultural (DGPC) vai investir mais de 123 mil euros na conservação do Mosteiro de Alcobaça, incluindo a reparação do sistema de toque dos sinos, que deverão voltar a tocar no ano que vem. Segundo o órgão português, serão feitas intervenções profundas e necessárias à boa conservação do monumento. As obras deverão estar concluídas até ao final deste ano.

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Na primeira fase das obras de restauro serão feitos a conservação e o restauro dos elementos pétreos e caixilharias da fachada norte, adjudicada à empresa In Situ — Conservação de Bens Culturais. Ainda este  ano ocorrerá uma intervenção na torre sul, que engloba a beneficiação do sistema elétrico de comando dos martelos para toque dos sinos.  Para 2017 estão programadas outras obras no monumento, que serão iniciadas “de acordo com uma lista de prioridades e com a disponibilidade orçamental” da DGPC.

 

Para os fãs da literatura brasileira

•Outubro 21, 2016 • Deixe um Comentário

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Se você é admirador dos clássicos da literatura brasileira, um dia tem de visitar a pequena Cordisburgo, distante 113 quilômetros de Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais. Berço de João Guimarães Rosa, a cidade ainda preserva a casa onde o escritor morou desde o seu nascimento, em 1908, até os 9 anos de idade, além de manter intactos a simplicidade de seus moradores e os cenários onde Rosa buscou inspiração para criar os seus deliciosos romances, novelas, contos, prosas…

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Transformada em Museu Casa Guimarães Rosa em 1974, a antiga casa erguida nos séculos 19 e 20 foi reformada e agora abriga um fantástico acervo integrado por fotos, matrizes de xilogravuras usadas em volumes como Corpo de Baile (1956), espada, bainha e diploma da Academia Brasileira de Letras, rascunhos de trabalhos, máquina de escrever e outros objetos pessoais do médico, diplomata e escritor mineiro, autor de obras memoráveis, como Grande Sertão: Veredas.

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Não muito distante do museu o Portal Grande Sertão é outro local que merece a sua visita. Criado pelo artista plástico e escultor Leo Santana (o mesmo que, entre outras, criou a escultura do poeta Carlos Drummond de Andrade que fica na Praia de Copacabana no Rio de Janeiro), é feito com uma chapa de ferro onde se destacam as imagens em bronze e em tamanho natural do escritor e de seis vaqueiros em seus cavalos, tendo à frente a cadela dos contos de Rosa.

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Inaugurado em 2010 e concebido para ser uma extensão do Museu Casa Guimarães Rosa, o monumento reverencia a vida de vaqueiro que um dia o imortal decidiu vivenciar. Foi quando Rosa partiu e foi aprender na prática um pouco sobre o cotidiano, o modo de vida e a saborosa linguagem daqueles homens simples do sertão de Minas Gerais, temas sempre presentes no universo de suas obras.

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O museu e o pórtico são alguns dos atrativos locais, mas não são os únicos. A exuberante natureza, com caprichados shows que intermitentemente se revezam diante do olhar, completa a lista de atrações. Entre os espetáculos que diariamente oferece aos visitantes está a Gruta de Maquiné, um dos principais postais da simpática cidadezinha mineira de menos de nove mil habitantes.

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Descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné e somente aberta à visitação pública em 1908, a Gruta de Maquiné tem sete galerias e 650 metros de extensão, além de passarelas e trilhas bem iluminadas. Em seu interior, você vai poder testemunhar pinturas rupestres e os belíssimos salões do Trono e das Piscinas, por exemplo.

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Imponente, o primeiro tem duas grandes formações do tipo cortina, enquanto o segundo exibe colunas calcárias que descem do teto como cachoeiras petrificadas. Distante pouco mais de seis quilômetros da cidade, a gruta tem acesso bem sinalizado. Funciona das 8 horas às 17 horas, oferecendo visitas guiadas com duração de 40 minutos. Ingressos custam menos de R$ 20.

Cordisburgo oferece ainda uma simples, mas boa infraestrutura de hospedagem, com charmosos hotéis e graciosas pousadas. Também abriga barzinhos e restaurantes com pratos típicos da excelente gastronomia mineira, além de lojinhas onde você pode comprar tentadores doces caseiros. Arte, natureza e boa comida são, por si só, um irresistível convite para conhecer a cidade. Boa viagem!

Para mais informações, acesse www.cordisburgo.mg.gov.br. Você também pode conferir o vídeo em http://www.eravirtual.org/rosa_br
SERVIÇO

Museu Casa Guimarães Rosa – Av. Padre João, 744, centro, tel. (31) 3715-1425. Funciona de terça-feira a domingo, das 9 horas às 17 horas. Cobra ingresso simbólico pela entrada.

Portal Grande Sertão – Av. Padre João, Praça Miguilim, sentido Curvelo, bem ao lado da Capela São José, outra concorrida atração de Cordisburgo.

Gruta de Maquiné – Via Alberto Ramos, Rodovia MG-231, km 7, Cordisburgo (MG), tel. (31) 3715-1078.