Outono na italianísssima Emília Romanha

•Maio 25, 2018 • Deixe um Comentário

Conhecer a região situada ao Norte de Roma, é viver um turbilhão de emoções. Neste pedacinho de terra fértil da Itália, passado e presente se misturam e convivem ao lado de bucólicas paisagens, cores e sabores somente ali encontrados.

 

Por Fabíola Musarra

 

Bolonha - Foto iStock.jpg

 

A Emília Romanha é simplesmente cinematográfica no outono. Nesta estação do ano, o solo de suas cidades e vilarejos se tinge de múltiplos tons de dourado, castanho, laranja  e verde – folhas que caem de centenárias  árvores nativas. E, mesmo com os dias sendo bem mais curtos e frios, as paisagens que se revezam diante do olhar são de uma beleza surreal.

 

Tons do outono - Foto Gavioli Antica Cantina.jpg

Tons do outono na Emília Romanha. Foto: Gavioli Antica Cantina

 

A noite chega por volta das 17 horas. Luzes amareladas abraçam monumentos históricos erguidos pelo Império Romano antes mesmo do nascimento de Jesus Cristo. Nas ruas, pessoas misturam-se às antigas construções e procuram o aconchego da calefação de pubs, restaurantes e casas noturnas. Sim, embora sejam milenares, os jovens colorem as cidades, imprimindo-lhes um ritmo vibrante.

 

Fidenza - Parma

 

A Emília Romanha é repleta  de povoados, vilas e províncias que se alinham basicamente da bela Rimini banhada pelo Mar Adriático até Piacenza. Rimini foi crida em 268 a.C. Na época, a cidade se chamava Ariminum. A região esbanja história. Terra fértil, é conhecida pela excelente gastronomia, indústrias agrícolas e produtores rurais. O autêntico queijo parmesão, o presunto de Parma, os vinhos Lambrusco e o vinagre balsâmico são algumas de suas marcas.

 

Rimini, a bela cidade banhada pelo Mar Adriático. Foto: iStock      

 

Concentra ainda importantes montadoras de automóveis e autódromos – os italianos são apaixonados por carros e motos. Modena, por exemplo, é a casa de um autódromo de mesmo nome e dos museus da Ferrari e da Lamborguini, só para citar alguns. Conhecido pelos amantes de Fórmula 1 do mundo todo, os autódromos de Maranello e de Imola, a poucos quilômetros de Modena, dispens am palavras.

 

Palco do acidente fatal ocorrido com Ayrton Senna em 1º de  maio de 1994, este último abriga uma estátua do corredor, onde fãs diariamente levam flores, bandeiras e rendem tributo ao campeão mundial de F1 nos anos de 1988, 1990 e 1991. Em 2019, quando completará 25 anos da morte do piloto brasileiro, Imola sediará uma grandiosa exposição fotógráfica em homenagem a ele. Os preparativos já estão sendo feitos.

 

Bolonha, a efervescente capital da Emília Romanha. Foto: iStock

 

Città rossa – A Emília Romanha tem na pulsante Bolonha a sua capital. Emblemática e cosmopolita, a cidade se traduz em arte, história e aromas. Transborda cultura e beleza. Percorrer as calçadas de seu centro histórico é entrar num caledoscópio de cores e sabores, viajando pelos tesouros herdados pelos séculos que se passaram desde a sua fundação, estimada no século 3 a.C, quando ainda era uma das colônias romanas onde viviam os etruscos.

 

A Piazza Maggiore é o coração e o marco a partir do qual Bolonha se expandiu. É chamada de modo afetuoso de “La Piazza”.

 

Imponentes arcos sob ruas estreitas e graciosas vielas são parte inalienável da paisagem urbana de Bolonha, também conhecida como Città Rossa (cidade vermelha). O nome não é à toa. Foi dado em função dos diferentes tons de coral exibidos no visual da maioria das casas, dos prédios, dos palácios e monumentos históricos da cidade – nela, dificilmente a gente encontra uma construção de cor diferente.

Não pense, contudo, que as tonalidades alaranjadas colorem a cidade de monotonia. Ao contrário. Basta subir à Torre Asinelli. Lá, de cima, admirar os incontáveis tons de tijolo alinhados na planície e cercadas por colinas, tendo no topo de uma delas o complexo San Stefano. Com origem nos séculos IV e V, dizem que foi construído sobre um antigo templo pagão dedicado à deusa Isís. A panorâmica é cênica.

 

A Via Emília cruza a região central da cidade. Conhecida neste trecho como Via Rizzoli, essa moderna avenida foi construída  sobre a antiga  estrada romana que  atravessava a colônia de  Bolonia. 

 

Em alguns lugares de Bolonha, como na elegantíssima Galeria Cavour, onde funciona a moderna loja de design de movéis Roche Bobois, é possível admirar a Via Emilia (é preciso pedir). A experiência é única. A via começou a ser construída na época do Império Romano e foi finalizada pelo cônsul Marco Emilio Lepido em 187 a.C. Tinha como objetivo consolidar a hegemonia do imperador sobre as tribos conquistadas e garantir a segurança das colônias fundadas pelos romanos ao longo de sua extensão.

Sobreviveu às intempéries e aos caprichos humanos. Testemunhou romances. Também presenciou os horrores de diferentes guerras, incluindo a destruição causada pela Segunda Guerra Mundial, quando as cidades italianas foram duramente bombardeadas. Ao longo dos séculos foi sendo modificada e ampliada. Hoje, com mais de 2.200 anos de existência, é a moderna estrada estatal 9, chamada oficialmente de Via Emilia.

 

 

A autopista segue o traçado da antiga estrada romana na maior parte do caminho e atravessa Bolonha e diversas cidades situadas nesta lindíssima região italiana, onde trechos e pontes originais da milenar avenida consular estão preservados e ainda podem ser vistos. Pela Via Emilia passavam imperadores, nobres, cavaleiros, soldados do exército romano e também os simples mortais. Percorriam a extensa estrada com os seus cavalos.

Arcos e torres – Esse traço da história da humanidade é visível na Via dell’Indipendenza, a principal do centro de Bolonha, e em suas imediações. Lugar mágico repleto de ruas estreitas com elevados arcos. Pórticos abaixo dos quais hoje funcionam lojas, butiques de grife, joalherias, galerias de arte, hotéis, bares e osterias… Acredita-se que os arcos tenham sido edificados com 2,70 de altura para facilitar a passagem de cavaleiros montados em seus cavalos.  

 

Arcos de Bolonha. Foto Banet12/iStock 

 

Os 38 quilômetros de pórticos são uma atração do centro de Bolonha, mas não a única. Majestosa, a área é uma passarela a ser percorrida por quem pretende desvendar capítulos de um precioso livro chamado Império Romano e Idades Média e Moderna, saboreando-os até os dias atuais. Em suas ruas estão guardados resquícios das portas construídas quando a cidade era um burgo (a de Ravegnana é uma delas) e das muralhas que a cercavam nos tempos medievais.

Arcos no centro histórico de Bolonha. Foto: iStock

 

Ali também ficam as torres Asinelli e Garisenda, dois emblemáticos ícones erguidos na Idade Média, quando a cidade chegou a ter mais de cem torres (hoje restam 20). Com 97,2 m de altura, o equivalente a um edifício de 33 andares, a primeira pode ser visitada – o bilhete de ingresso é pago. São 498 degraus de subida por uma escada de madeira íngreme erguida nos primeiros anos do século XII. Mais outros 498 degraus de descida. Mas, vale a pena: Bolonha vista lá do alto é ainda mais bonita.

 

torres Asinelli e Garisenda - Wikimedia

 

Já a Garisenda (1351/1360) não é aberta à visitação. Tem 48,16 metros e foi erguida a pedido da família que a ela empresta o sobrenome. Era para ter 60 metros de altura. Porém, o solo cedeu e os “construtores” da Idade Medieval, temendo uma catástrofe, decidiram mantê-la com o tamanho atual. Como a famosa Torre de Pizza, as duas torres bolonhesas também estão pendendo com o passar dos anos. E essas inclinações são visíveis.

 

A  escada medieval que conduz ao “mirante” da Torre de Asinelli. Foto Pixabay

 

La Piazza – Impossível falar da área central sem mencionar a Piazza Maggiore, onde durante o dia a vida flui intensamente nas lojas, nas bibliotecas, nos escritórios, nos museus e onde, à noite, os bolonheses lotam os barzinhos, cinemas e teatros… A praça é ainda o palco de apresentações de músicos independentes e de manifestações. Coração e o marco a partir do qual Bolonha se expandiu, é chamada de modo afetuoso pelos seus moradores de “La Piazza”.

Começou a se desenvolver até chegar ao layout atual a partir de 1200, quando era um pasto. Séculos depois, foi essa mesma praça que acolheu o povo que nela se reunia, embaixo à sacada do Palazzo Comunale (atual sede da prefeitura de Bolonha), para ouvir à proclamação das leis. Também eram nela que aconteciam os torneios de cavaleiros, as festas públicas e os espetáculos medievais.

 

 Basílica de San Petronio, onde estão os restos mortais do padroeiro de Bolonha. 

 

Hoje, é delimitada por alguns dos mais significativos postais de Bolonha: a Basílica de San Petronio e os palácios Comunale (também conhecido como D’Accursio), do Podestà (com arquitetura do Renascimento) e de Re Enzo. San Petronio é o padroeiro da cidade. A catedral que tem seu nome foi construída no período de 1390 a 1663. De estilo gótico, guarda em seu interior um dos maiores relógios solares do planeta

Partindo-se da praça se pode atingir a qualquer ponto de Bolonha, basta pegar qualquer uma de suas ruas radiais. Seguindo-se em direção ao seu lado sudoeste, por exemplo, chega-se aos palácios Notai e Banchi. Caminhando no sentido oposto, em direção de seu lado noroeste, alcança-se e a Piazza Nettuno, onde está a Fonte de Netuno, encomendada para celebrar a nomeação do papa Pio IV.

 

Fonte de Netuno, na Piazza Nettuno, em Bolonha. Foto: iStock

 

A escultura em bronze que retrata o deus romano tentando acalmar as águas do mar, assim como as dos querubins, as dos golfinhos e as das sereias, foi criada pelo artista flamengo Giambologna no século XVI. Já a base arquitetônica e o funcionamento hidráulico da fonte foram projetados pelo pintor e arquiteto italiano Tommaso Laureti. A Piazza Nettuno guarda ainda outra preciosa relíquia do passado.

 

A Biblioteca Salaborsa guarda vestígios das antigas civilizações. Foto: Wikimedia

 

Em seu subterrâneo, está a Biblioteca Salaborsa, com escavações e vestígios de antigas civilizações – oferece visitas guiadas. A poucos passos da praça está o Museu Cívico Arqueológico, com acervo de 200 mil peças, incluindo tumbas e uma coleção egípcia, que é considerada como uma das mais ricas da Europa. O espaço tem ainda sessões dedicadas às antiguidades dos etruscos/romanos, dos gregos e de outros antigos povos.

 

Palazzo Comunale, onde há alguns séculos a população se concentrava para ouvir a proclamação de leis. Foto: iStock

 

Ainda no centro, seguindo pela Via dell’Archiginnasio, chega-se ao Palazzo dell’Archiginnasio, a sede da primeira universidade da Europa Ocidental, a de Bolonha – grande parte da energia contagiante que a gente sente ao caminhar pelas ruas se deve ao fato de Bolonha ser uma cidade universitária. Criada em 1088, ela não só é a mais antiga universidade ocidental, como também ainda agora continua em funcionamento, sendo sinônimo de ensino de excelência.

Caminhando um pouquinho mais, encontra-se o Complexo de San Stefano ou a Santa Jerusalém de Bolonha. Situado na Via San Stefano, o conjunto chegou a ter sete igrejas de diferentes épocas. Após restauros em 1880 e nas primeiras décadas do século XX, hoje, abriga quatro delas: as igrejas do Crucifixo (século VIII) e do Santo Sepulcro (possivelmente construída no século V e restaurada no século XII).

Em seu interior, ficavam os restos mortais de San Petronio – foram removidos e atualmente estão na igreja de mesmo nome, na Piazza Maggiore.  As outras duas igrejas são a dos Santos Vital e Agrícola (do século V e reconstruída no século VIII e XI) e a Trindade ou do Martyrium (Martírio), de origem incerta e que abriga o presépio mais antigo do mundo, com estátuas de dimensão humana.

 

Tortellone

Tortellone, massa típica  servida nos restaurantes de Bolonha. Foto: iStock

 

Cores e sabores – Impossível conhecer todos os monumentos históricos de Bolonha em poucos dias. Entre uma visita e outra, reserve um tempo para experimentar os sabores. A cidade é famosa pela gastronomia – é a inventora do molho bolonhesa. Charmosos restaurantes e tratorias servem as delícias da terra. Entre elas, a lasanha bolonhesa, tortellines e tortellones (de maior formato), massas quase sempre preparadas artesanalmente.

 

 

Ragù alla bolognese, costela de vitela, cogumelos fresquinhos e gelato são outros sabores da Emília Romanha. Na entrada, pastéis sem recheio ou piadina, um pão frito que também é a base do mais popular e típico sanduíche da região (também é vendido nas ruas). Eles são servidos ao lado do queijo parmesão, do presunto de Parma, da mortadela, de azeitonas… Pratos quase sempre acompanhados pelos divinos vinhos italianos. Salute!

 

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A jornalista viajou a Emília Romanha a  convite da  Enit – Agência Nacional Italiana de Turismo.

 

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No ritmo da África do Sul

•Maio 23, 2018 • Deixe um Comentário

Durante três dias, a maior feira de turismo do continente africano mostrou aos visitantes um mix de cores, sons e imagens do que o país tem de melhor.

Por Fabíola Musarra

Durban

Banhada pelo Oceano Índico, a belíssima cidade de Durban sediou a 38ª edição da Africa’s Travel Indaba. 

 

Destino que aos poucos vem sendo descoberto pelos brasileiros, a África do Sul é mais do que um sinônimo de safári. Esbanja paisagens de fazer inveja até aos top 10 do ranking mundial de beleza natural. Não bastasse possui efervescentes cidades, cultura para dar e vender, vinhos da melhor qualidade e gastronomia para todos os gostos. Acrescente-se a esses ingredientes a simpatia de sua gente. Parte desse tesouro pôde ser explorado durante a 38ª edição da Africa’s Travel Indaba.

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       Fachada do Centro de Convenções Inkosi Albert Luthuli, em Durban, África do Sul.

 

Realizado entre os dias 8 e 10 de maio, no Centro de Convenções Inkosi Albert Luthuli, em Durban, África do Sul, o evento reuniu 1,1 mil expositores de 22 países africanos e compradores de mais de 80 países do mundo, além de veículos de mídia, nacionais e internacionais. O Brasil também esteve presente à feira, com a participação de representantes de agências de turismo no Hosted Buyers, programa idealizado pela South Africa Tourism (SAT) e direcionado à realização de negócios.

Indaba - Centro de Convenções - Fachada.JPGO Centro de Convenções Inkosi Albert Luthuli, em Durban, visto em outra perspectiva.

 

Queensberry, New Age, GW, Latitudes, Kangaroo, Milessis, Flot e Venturas foram as oito brasileiras participantes. Com o slogan Africa’s Stories, Your Success (Histórias Africanas, Seu Sucesso), a iniciativa contou ainda com fornecedores, como as companhias aéreas South African e British Airways, além de representantes de hotéis, lodges, safáris e de diferentes produtos dos países do continente africano, de artesanato a vinhos.

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Os números iniciais da Africa’s Travel Indaba 2018 apontam que mais de 1,7 mil compradores locais e internacionais passaram pela feira de marketing turístico este ano – no ano passado, foram 1,5 mil. Organizado pela SAT, o evento tem como um de seus principais objetivos proporcionar oportunidades de negócios a compradores de todos os países do mundo e a expositores africanos.

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Este ano comemora-se o centenário do carismático Nelson Mandela, ex-presidente da África  do Sul. O líder sul-africano foi homenageado no evento. Foto: Baindu Kallon

 

Madiba – No ano em que se comemora o centenário de nascimento de Nelson Mandela (1918/2013), a data não foi deixada de lado no evento. Ao contrário. O emblemático líder que lutou a maior parte da sua vida contra o apartheid (regime de segregação racial que vigorou na África do Sul entre 1948 e 1994) foi lembrado em diferentes ações desenvolvidas em conjunto pela SAT e Fundação Nelson Mandela, como o lançamento do aplicativo A Jornada de Madiba (Madibas Journey).

Mandela

A exposição “A Jornada de Mandela”, um dos lugares relacionados à vida de Madiba indicados no app.

 

O app para IOS e Android, com versão também em português, conta a história do ex-presidente do país e mostra 27 pontos turísticos em cidades sul-africanas relacionados a ele. Na feira, o ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1993 também foi referenciado em workshops e em um emocionante show musical onde luzes, fotos e vídeos retratavam os principais fatos da vida de Madiba, como o carismático sul-africano ainda hoje é carinhosamente chamado.

Zulus, a maior etnia da África do Sul. Foto Site www.ozy.com

A tribo Zulu, a maior etnia da África do Sul. Foto: Site www.ozy.com.

 

Também não faltaram à feira a dança e o ritmo dos grupos étnicos que vivem em solo sul-africano, como os zulus (o maior deles), os xhosas (Mandela pertencia a essa etnia) e os basothos (do Sul e do Norte), só para citar alguns. Nem tampouco faltou o colorido artesanato produzido com capricho por mãos femininas e masculinas de diferentes lugares da África do Sul.

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      Grupos africanos animaram a feira  de turismo, com a sua contagiante música.

 

Do Lesoto, um dos países africanos presentes à feira, duas curiosidades. A primeira, os trajes usados por seus habitantes, sobretudo o chapéu. Confeccionado, na maioria das vezes, com as cores da bandeira do país (azul, verde, branco e preto), tem formato semelhante a uma montanha, um tributo à vitória obtida em uma delas na Guerra do Senekal, travada em 1858 contra os europeus. A segunda, Lesoto ocupa um território no interior da África do Sul, país com o qual faz fronteira de Norte a Sul, de Leste a Oeste.

Lesoto - Traje típico 1 (1) ATraje típico do Lesoto, país do continente africano. O formato do chapéu assemelha-se a uma montanha, tributo a uma guerra ocorrida em 1858. 

 

Curiosidades à parte, a feira trouxe importantes novidades: a partir do dia 29 de outubro, a British Airways passa a operar em Durban, oferecendo três voos diretos por semana entre o aeroporto internacional da cidade, o King Shaka, e o aeroporto de Londres-Heathrow. Essa é a primeira conexão direta entre a cidade litorânea da África do Sul e a Europa. A nova rota deverá reduzir em até três horas o tempo de voo entre a capital britânica e Durban.

Lesoto - Traje típico 1 (2) A

A dez entre as dez principais estrelas do lindíssimo país banhado pelos oceanos Atlântico e Índico também esteve no evento. Representantes do Parque Nacional Kruger (o mais famoso deles entre nós brasileiros) e de outros parques e reservas naturais sul-africanas apresentaram roteiros e o verdadeiro zoológico ao ar livre que desfila diante do olhar quando se embarca em um safári em um deles.

“Embora os safáris sejam um dos principais postais da África do Sul, nos preocupamos em praticar um turismo responsável e sustentável. Por isso, ensinamos os visitantes a não interagirem com os animais. Também procuramos evitar a intervenção humana nos habitats das espécies”, disse Siza Ntshona, CEO da SAT, em coletiva à imprensa brasileira e argentina.

Siza A       Siza Ntshona, CEO da South Africa Tourism na coletiva à imprensa.     

Ntshona aproveitou a entrevista para comemorar os resultados da Africa’s Travel Indaba deste ano. “O objetivo da feira é criar uma plataforma que permita ao mundo fazer negócios com a África e os negócios estão acontecendo. Estamos, portanto, encorajados pelo número de compradores e expositores que vieram de diferentes países do mundo. Eles são nossos parceiros valiosos. São eles que nos ajudam a empacotar e a vender a África para o mundo ”, disse o CEO da SAT.

Os números – Nesta edição, houve um total de 1.747 compradores, o equivalente a um crescimento de 14% em relação a 2017, além de mais de 1,1 mil expositores, um aumento de 5,7% em relação ao ano passado. Do total de expositores, 200 deles participaram pela primeira vez da feira. Ainda em 2017, o evento teve mais de 20 mil reuniões de negócios confirmadas entre fornecedores e compradores – número 47% maior do que o registrado em 2016.

“Quando tomamos a decisão de fazer da Indaba um evento pan-africano, foi uma estratégia deliberada da nossa parte de impulsionar a economia africana”, afirmou Ntshona. Segundo ele, exemplo disso foi a criação da nova marca da feira: Africa’s Travel Indaba, uma denominação que reafirma que o evento pertence a todo o setor turístico africano, e que seu propósito é estimular o turismo e o desenvolvimento econômico inclusivo no continente africano.

Para Ntshona, os números iniciais indicam que os expositores estão tendo resultados positivos no evento, onde um sistema on-line combina as necessidades dos compradores e as ofertas dos fornecedores, economizando tempo, além de tornar a feira mais eficiente e produtiva. “Com isso, os visitantes podem expandir as redes de network e fechar negócios”, concluiu o CEO.

O Africa’s Travel Indaba acontece há 38 anos e atrai cerca de 7 mil participantes do mundo todo. Expõe grande variedade de opções turísticas para compradores locais e internacionais. Vale a pena lembrar, contudo, que até 1994 a África do Sul não estava totalmente capacitada a receber turistas.

 

Equipe Springbok em ação – Foto SA Rugby

A equipe australiana Springbok em disputa pelo título com a seleção africana, na final do Mundial de Rúgbi. Foto: SA Rugby

 

Nos últimos anos, porém, com a realização de megaeventos, como a Copa do Mundo de Futebol em 2010 e o Mundial de Rúgbi em 1995, o país não é mais apenas um destino de safáris de luxo para poucos privilegiados. Atualmente, oferece infraestrutura de hospedagem, transporte e atrações para todos os bolsos, e tem no turismo um dos principais propulsores de sua economia.

 

A jornalista Fabíola Musarra viajou para a África do Sul a convite da South Africa Tourism e Latam Airlines.

TRS Hotel Yucatán, a evolução do luxo no México

•Abril 18, 2018 • Deixe um Comentário

A nova marca da bandeira Palladium é mais do que um luxuoso resort all-inclusive, proporcionando aos seus hóspedes mimos, mordomias e experiências inesquecíveis.   

TRS - Praia

Pense em um sinônimo para a mordomia oferecida por hotéis e resorts de luxo mundiais aos seus hóspedes. Multiplique o resultado obtido por dez e, com certeza, uma das respostas será o TRS Hotel Yucatán. Situado na península mexicana de mesmo nome, na Riviera Maya, ao sul de Cancún, o empreendimento pertence à rede espanhola Palladium e é a evolução do sistema all-inclusive. Nasceu a partir da repaginação do antigo The Royal Suites Yucatan by Palladium e da integração dos quartos Grand Palladium Riviera Resort & SPA.

TRS - Jardim

Totalmente remodelado, o hotel passou a operar em dezembro do ano passado, quando estreou um programa que proporciona aos adultos (não hospeda crianças) um atendimento absolutamente pessoal e, exatamente por isso, bem diferenciado, o Infinite Indulgence®, uma filosofia que está sendo adotada pelos resorts que pertencem à bandeira TRS.

Para começar a entender o que esse conceito significa na prática, o TRS Hotel Yucatán tem 13 vilas, totalizando 454 habitações, entre quartos e suítes com varandas, alguns com piscinas privativas. As vilas ocupam uma área exclusiva no interior do Grand Palladium Hotels & Resorts, uma minicidade de caprichados jardins e com acesso a uma exuberante praia do Caribe.

TRS - Lago

No interior dessa pequena cidade multiplicam-se lojas, restaurantes internacionais, bares, beach club, cassino, SPA e piscinas, incluindo uma com fundo infinito de água salgada. Conta ainda com estacionamento, segurança 24 horas e transporte interno. Também fazem parte do seu menu, o wi-fi gratuito em todas as áreas, academia e quadras de tênis, vôlei, futebol e basquete.

windsurf4 Divulgação

Para os amantes dos esportes, disponibiliza a prática de windsurfe, caiaque, mergulho, snorkeling, polo aquático, aeróbica aquática e stand-up paddle, só para citar alguns. Já para quem curte agito há atividades diárias na praia e nas piscinas, além de espetáculos diurnos e noturnos de música ao vivo, eletrizados pela equipe de animação do resort.

Mordomias e instalações às quais o hóspede do TRS tem acesso ilimitado. A recíproca, porém, não é verdadeira para quem se hospeda no Grand Palladium, que não pode desfrutar das exclusividades oferecidas pelo TRS. “Já no ato da reserva, procuramos saber os gostos e as preferências do nosso hóspede”, diz Juan Carlos Barros, diretor de Guest Service da rede.

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“Depois, procuramos surpreendê-lo durante toda a sua estadia. Os detalhes e um atendimento absolutamente personalizado têm como objetivo proporcionar-lhe experiências únicas e inesquecíveis”, completa Barros. Atualmente, ele tem mais de 850 projetos prontos para serem implantados. Todos criados para alegrar e surpreender os hóspedes, proporcionando vivências exclusivas, nas quais o luxo não tem limite.

Diferenciais – Hospedar-se no TRS é, de fato, uma fantástica experiência. A começar pelo check-in, realizado em quatro minutos. Tempo em que o hóspede recebe um mapa do empreendimento, um livrinho com as principais atrações turísticas situadas na região (excursões podem ser contratadas na recepção) e a chave do quarto. Para maior comodidade e evitar os extravios tão comuns nas viagens, a chave é uma pulseirinha, que é colocada no pulso do hóspede.

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Ao chegar ao seu quarto ou a sua suíte, o hóspede encontra cama king-size, televisão de 50” com filmes em streaming, suporte para MP3, minibar (é diariamente abastecido com petiscos, refrescos e bebidas alcoólicas) e duas cafeteiras, uma delas para fazer café expresso. Independentemente da opção de hospedagem, todas as habitações do TRS contam com uma banheira, na qual pode-se fazer uma relaxante hidromassagem assistindo a um filme ou um programa dos diferentes canais de tevê a cabo.

Pela televisão, é possível ainda pedir desde o café da manhã até refeições durante toda a madrugada. Para isso, basta apenas o hóspede “clicar” no controle da tevê e selecionar o que deseja comer. Em seguida, o pessoal da cozinha liga para o quarto confirmando o pedido, que é entregue no máximo em 15 minutos.

As comodidades proporcionadas pelo TRS não terminam por aí. Os quartos e suítes da marca têm sensores de movimento. Eles servem para alertar as camareiras e os funcionários que fazem a reposição diária dos itens do frigobar para não entrar na habitação enquanto o hóspede ali está, evitando eventuais constrangimentos e incômodos.

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Algumas suítes do luxuoso empreendimento possuem piscinas privativas.

O sistema de room service 24 horas por dia é outro diferencial do TRS. Na entrada do quarto um painel indicador exibe dois “botões”, um que aciona uma luz verde e o outro, uma vermelha. As luzes são vistas pelos funcionários do serviço e servem para comunicar o desejo do hóspede. Se ele quer que o seu quarto seja limpo acende o “botão” da luz verde, que sinaliza ao pessoal do room service a sua vontade.

Caso contrário, aperta o que acende a luz vermelha, comunicando à camareira que não quer ser incomodado naquele momento. As luzes não são visíveis no interior do quarto. Também os concierges, ali chamados de mordomos, que trabalham nas recepções das vilas, são outro ponto alto da marca. Cada uma das vilas, conta com dois deles, um trabalha de manhã e parte da tarde, e o outro, assume à tarde e cumpre sua jornada até à noite.

Esses profissionais estão capacitados a atender a todos os desejos dos hóspedes, incluindo chamar os carrinhos que circulam gratuitamente pelo interior do empreendimento transportando as pessoas de uma área a outra. “No momento, os mordomos e os demais funcionários que trabalham nas vilas do TRS estão sendo treinados para saber e chamar o hóspede pelo seu nome”, conta Barros.

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“Queremos que o nosso atendimento se diferencie dos demais hotéis e resorts, tornando-se a cada dia bem pessoal. Nossa ideia é fazer que, durante toda a sua estadia, o nosso hóspede se sinta como se estivesse em sua casa, recebendo um atendimento bem carinhoso dos profissionais que trabalham em nossas vilas.  Acreditamos que esses e outros pequenos detalhes fazem toda a diferença”, completa o diretor.

Gastronomia – Os detalhes personalizados traduzem (e muito bem) o conceito Infinite Indulgence® adotado pela bandeira TRS. O programa, além de todos os mimos e mordomias, também possibilita que o hóspede da marca saboreie os estilos gastronômicos mais requintados da culinária internacional com especialidades à la carte. No La Bohème, por exemplo, ele pode degustar pratos típicos da gastronomia francesa, como o Ratatouille.

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Já o Tentazione oferece os sabores do Mediterrâneo, com saladas e massas tradicionais elaboradas com o tempero italiano. Para os carnívoros, a opção é o El Gaucho, com tentadores e variados cortes de carne. Há, ainda, o restaurante Capricho com cozinha gourmet, além do Chic Cabaret, onde a refeição é acompanhada por um impecável show de luzes que inclui performances, dança e música.

TRS - Show

Nesse clube noturno acontecem de dois a três espetáculos por semana, nos quais o hóspede do TRS tem reserva preferencial (tem de ser feita com 24 a 72 horas de antecedência, dependendo do espetáculo).

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O benefício faz parte do Dine Around. Este programa concede ao hóspede do TRS o direito de jantar em qualquer um dos restaurantes do Grand Palladium com reserva preferencial, além de desfrutar de todas as suas áreas interiores, como piscinas, bares, cassino, e o circuito de águas de Zentropia Palladium, um SPA de design contemporâneo, com salas de massagens e saunas seca e úmida e banheiras de hidromassagem.

Futuro – Se você ficou sonhando com esses mimos e quer conhecer o luxuoso hotel, é bom saber que, ainda este ano, vai ganhar uma nova opção de hospedagem no México: em novembro, está prevista a inauguração do TRS Coral Hotel, na Costa Mujeres, região situada a nordeste da Península de Yucatán, no Estado de Quintana Roo, Cancún.

Quando abrir suas portas, o novo empreendimento terá 469 quartos com varanda ou terraço mobiliados e banheiras de hidromassagem (no interior ou no terraço), entre outras comodidades oferecidas pelos hotéis pertencentes à marca.

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Pelo interior deste luxuoso hotel localizado a 20 minutos da cidade estarão espalhados restaurantes à la carte especializados em cozinha internacional, beach club, bares, piscinas, quadras esportivas e espaços de entretenimento e de lazer, todos vigiados bem de perto pela invejável paisagem caribenha.

SERVIÇO

Situado à beira-mar e a uma hora do Aeroporto Internacional de Cancún (90 km), o TRS Hotel Yucatán, além de acesso ilimitado a todos os serviços e instalações dos Grand Palladium Hotels & Resorts, oferece ainda check-in e late check-out (mediante disponibilidade), jornais nacionais e internacionais, camas balinesas na praia e acesso gratuito ao circuito de águas Zentropia Palladium Spa & Wellness.

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Com capela ou pergolado à beira-mar, também disponibiliza serviços direcionados a casamentos e cerimônias de renovação de votos, incluindo salões, jardins e terraços decorados especialmente para o evento, além de serviços exclusivos que incluem maquiagem, penteado, tratamentos de SPA, personalização de arranjos de flores e catering, por exemplo.

O empreendimento também está capacitado a receber eventos e adequar suas instalações de acordo com as necessidades das empresas. Para isso, conta com salas de diferentes tamanhos para a realização de reuniões de negócios, conferências e convenções de diferentes e formatos, equipe de profissionais para a instalação de equipamentos de última geração.

Informações: palladiumhotelgroup.com

 

 

Tulum e Cobá, uma viagem mítica à civilização maia

•Abril 12, 2018 • Deixe um Comentário

Tulum - Foto Pixabay

Natureza, cultura e história transbordam nesses sítios arqueológicos do México. Conhecê-los é como embarcar no passado da humanidade, conhecendo um dos povos mais antigos das civilizações pré-colombianas.

Por Fabíola Musarra

Quintana Roo não é possuidor apenas de paisagens permeadas pelos multicoloridos turquesas do Caribe mexicano. Abriga ainda impressionantes tesouros históricos. Situado no extremo sudeste do país e a nordeste da Península de Yucatán, o Estado é intercalado ora por vibrantes cidades, ora por comunidades onde ainda hoje vivem descendentes dos maias, possivelmente a mais antiga das civilizações pré-colombianas. E é neste encantador pedacinho do México e ao redor dele que se multiplicam sítios arqueológicos, testemunhas vivas das cidades-estados onde viveram os maias. Caso de Tulum e Cobá.

Se planeja viajar pelo calendário do tempo e ir conhecer um deles, algumas dicas: vá com roupas leves e confortáveis, além de sapatos baixos. Não esqueça o protetor solar, o boné e a água. Na bagagem, adicione paciência. Como em todos pontos turísticos do planeta, os sítios arqueológicos mexicanos atraem uma infinidade de turistas. Feito isso, é hora de embarcar em uma aventura cultural inesquecível.

Foto por Fabíola Musarra

Distante 65 km de Playa del Carmen e 137 km da Zona Hoteleira de Cancún, Tulum está localizada na costa de Quintana Roo. Tem fácil acesso – é possível chegar lá de carro, ônibus ou contratando-se um tour de um dia (muitos resorts e agências locais oferecem o pacote). Icônica, a cidade tem como postal as ruínas maias localizadas à beira-mar, onde um mirante proporciona uma visão mágica do Mar do Caribe.

Antes de mergulhar na imensidão de suas águas translúcidas, a história começa a desfilar diante do olhar: os maias viveram no final do período clássico em florestas tropicais, hoje localizadas nas regiões da Guatemala, Honduras e da Península de Yucatán. Ao pisar no solo sagrado da ancestralidade, construções e pinturas murais de Tulum começam a se revezar. De cara, uma muralha chama a atenção. Foi erguida para proteger a antiga cidade maia em suas faces Norte, Sul e Oeste. A Leste, é limitada por uma praia abraçada pelas invejáveis águas caribenhas.

Tulum foi fundada no século 6 d.C. e, posteriormente, abandonada. Com a chegada dos espanhóis no século 16 d.C., ficou ainda mais decadente. Foi uma importante cidade-estado, onde o estado teocrático tomava as decisões políticas e religiosas. Como em muitas cidades maias, apenas a classe social mais alta (entenda-se o rei, os nobres da família real, os sacerdotes, os chefes militares e os astrólogos e demais detentores de conhecimento) viviam em seu interior.

Foto por Fabíola Musarra

As outras duas classes sociais que integravam a sociedade maia não podiam morar na cidade. Viviam em suas imediações, fora da muralha. Eram os dirigentes de cerimônias e cobradores de impostos, além da base da pirâmide (a maioria da população), composta pelos camponeses, artesãos e trabalhadores. Estes últimos não tinham privilégios e eram obrigados a pagar impostos.

Civilização desenvolvida, os maias se destacaram em astronomia e matemática com a criação das casas decimais e do valor de zero. Com sua aritmética conseguiam fazer cálculos e conhecer o movimento do Sol, da Lua e dos planetas e astros. Foram também os inventores do complexo e eficiente Calendário Maia, que registrava exatamente os 365 dias do ano.

Possuíam avançadas técnicas de irrigação e sua economia era baseada na agricultura, principalmente no cultivo do milho, do feijão, da batata e do cacau, além da caça e pesca. Faziam queimadas para limpar o terreno, deixando-o pronto para um novo plantio. Essa prática, porém, destruía o solo, tornando-o infértil. Então, eles eram obrigados a abandonar o lugar e começar tudo de novo em outro. Os maias comercializavam as mercadorias que produziam com povos vizinhos.

Guerra e crenças

Também guerreavam a fim de capturar prisioneiros para sacrificá-los. Politeístas, acreditavam em deuses ligados à natureza que regiam o destino dos homens. Em função dessa crença, sacrificavam animais e seres humanos aos deuses – em algumas das antigas cidades é possível conhecer o altar onde eram feitos os sacrifícios. Construíram imponentes palácios, templos e pirâmides. Tulum é só mais um exemplo da arrojada arquitetura maia.

Foto por Fabíola Musarra

Embora mais baixas e em ruínas, suas construções são ricas em detalhes, denunciando o modo de vida e o vanguardismo da antiga civilização pré-colombiana. Seu principal postal, além do hipnotizante azul do mar, é o El Castillo. Edificação mais alta de Tulum, o castelo impera sobre a paisagem. Possui um templo com três entradas decoradas com colunas e duas máscaras zoomórficas nos cantos.

A Norte fica o Templo do Deus Descendente, com uma imagem da divindade. Perto dele, o Templo dos Afrescos exibe murais retratando seres sobrenaturais que habitavam o mundo inferior dos maias (acreditavam também na existência de um mundo superior). Os murais são considerados como um dos mais importantes vestígios da pintura mural maia pré-hispânica.

Tulum abriga ainda as ruínas dos palácios conhecidos como a Casa das Colunas e a Casa do Halach Uinik, além da Casa del Cenote. Esta última documenta a importância que os maias davam ao culto aquático e sagrado ligado aos cenotes, como as piscinas naturais ali são chamadas, onde também eram feitos oferendas e sacrifícios aos deuses.

Foto por IStock/ Mustang_79

Nas proximidades do Templo do Deus Vento é possível observar uma base erguida em homenagem a Kukulcan, o deus dos ventos. Há muitas outras edificações em Tulum, que é um tesouro pulsante para os amantes de história. Mas, se você pensa que a magia dessa viagem ao passado maia termina aqui, está enganado. Experimente conhecer Cobá.

Encoberta pela mata

Antes de desvendar a história, é preciso saber como chegar até ela. Cobá conta com amplo estacionamento. Logo na entrada, você encontra a bilheteria, lojas e barraquinhas de artesanato, banheiros e guias (caso queira contratar), além de um quiosque para alugar bicicletas e triciclos que transportam duas pessoas. Você pode optar por fazer o trajeto que conduz às atrações do sítio a pé. Mais, saiba que terá de caminhar 2 km na ida, mais outros 2 km na volta. E o calor é forte.

Foto por Fabíola Musarra

Independentemente de sua opção, saiba que Cobá tem indícios de ocupação desde o século 1 a.C. Cresceu econômica e politicamente a partir do século 4 d.C. Viveu o seu apogeu até o século 11 d.C., quando foi uma das principais cidades da civilização maia. Com a chegada dos espanhóis ao México, já havia sido abandonada e estava decadente.

Ficou encoberta pela mata durante muitos anos, somente sendo redescoberta em meados do século 19 – ainda agora a maior parte da antiga cidade de aproximadamente 70 km2 permanece inexplorada no meio das árvores. De seus tempos de esplendor, hoje, guarda as ruínas de uma intrigante rede de estradas, grandes monumentos de pedra, textos hieroglíficos, um campo de jogo da pelota, um observatório astronômico e a Pirâmide de Nohoch Mul, considerada o seu ponto alto.

Segunda pirâmide maia mais alta na Península de Yucatán, tem 42 m de altura e é cercada por uma floresta tropical. É possível subir até seu topo. No trajeto, uma corda ajuda a escalar seus degraus íngremes e irregulares. Lá, no alto, ao lado de um pequeno templo fechado, é possível fazer uma prece em silêncio, agradecendo ao deus da natureza pelos quilômetros e mais quilômetros de floresta que se vê. Vista imperdível!

Foto por Fabíola Musarra

Cobá se desenvolveu perto de cinco lagos, que foram fundamentais para a sua subsistência. A cidade contava com vias de pedra elevadas, conhecidas na língua maia como sacbe (caminho branco), de comprimento e largura variáveis. A mais longa delas com 100 km seguia até a cidade de Yaxuná, perto de Chichén Itzá.

Também em Cobá os habitantes que não pertenciam à classe alta viviam nos arredores do núcleo da cidade, em casas muito semelhantes às dos maias modernos. O complexo chegou a ser integrado por diversas aldeias que se distribuíam ao redor dos lagos. Essas comunidades sobreviviam graças à agricultura, pesca e caça. Entre 300 e 600 d.C., Cobá se desenvolveu e centralizou o poder econômico e político, controlando várias cidades próximas.

Erguidas entre 600 d.C. e 800 d.C., as suas vias de comunicação interna e para outras cidades e regiões totalizavam mais de 50 estradas. O ápice da construção aconteceu entre 800 e 1000 d.C., com a ampliação da rede rodoviária e construção de novas edificações. Contudo, Cobá começou a perder sua hegemonia entre 1000 e 1450 d. C., quando recebeu influências de outros povos mexicanas, que imprimiram novos estilos arquitetônicos à maioria de suas construções e de seus monumentos.

Entre a vida e a morte

Ascensão e queda à parte, Cobá abriga um campo onde era disputado o jogo da pelota, uma disputa na qual o vencido era ritualmente sacrificado. Sua origem remonta a 1.400 a.C., mas pode ter surgido bem antes. Vestimentas, pinturas, bolas e campos descobertos por arqueólogos revelam que o jogo já era disputado pelos olmecas, zapotecos, maias, astecas, toltecas e outras civilizações que habitavam a Mesoamérica pré-colombiana, região do continente americano que abrangia faixas territoriais do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica.

Foto por Fabíola Musarra

Disputado ao longo de mais de três mil anos pelos povos pré-hispânicos, o jogo tinha conotações religiosas e rituais. “Evidências indicam que, ao término da partida, o capitão da equipe era ritualmente sacrificado”, diz Michael Coe, professor emérito de antropologia da Universidade de Yale (EUA).

Autor do livro The Maya (Ed. Thames & Hudson, em inglês), ele explica que pinturas e esculturas encontradas em antigos campos mexicanos, como no de El Tajín, em Veracruz, retratam esses sacrifícios. “Talvez o governante de uma cidade, ao ser capturado pelo de outra, fosse obrigado a disputar o jogo, no qual sua vida só seria poupada se ele vencesse o time adversário”.

A exemplo dos rituais de sacrifício, as regras e os detalhes do jogo variavam de acordo com o período histórico, o lugar e a civilização. Em linhas gerais, porém, era disputado entre duas equipes, de um a sete jogadores. Os times se enfrentavam em um campo em forma de I ou T, medindo aproximadamente 37 m por 9 m, com paredes laterais inclinadas.

No do centro do campo existiam dois marcadores redondos ou quadrados, um em frente ao outro, com um buraco central de cerca de 20 cm de diâmetro. Acredita-se que as extremidades do campo abrigavam estruturas temporárias, onde o público assistia à competição. Iniciada a partida, as equipes tinham de acertar a bola de borracha maciça (às vezes, também de lava de vulcão) de 10 cm de diâmetro dentro do círculo do marcador.

Semelhante ao nosso basquete, o jogo, porém, proibia o uso das mãos. Nele, para manter a bola em movimento e arremessá-la para a cesta, os jogadores só podiam empregar a costa, as nádegas, os antebraços e os ombros. Como a bola era pesada e veloz, as equipes usavam uma proteção na cintura. Quanto aos critérios que determinavam a vitória, ainda hoje são desconhecidos, pois os marcadores de pedra nas laterais do meio do campo só apareceriam depois de 800 d.C., como o resultado da influência tolteca.

Foto por Fabíola Musarra

Honra e sacrifício

“O jogo da pelota foi considerado o rito religioso mais importante entre as comunidades indígenas, sobretudo os astecas e maias”, afirma em um texto acadêmico a professora-doutora Maria Ângela Barbato Carneiro, da PUC/SP. Ela explica que os marcadores ficavam presos ao lado da figura de um ídolo. Por isso, o campo era um local de sacrifício e de ressurreição.

Foto por IStock/ yyyahuuu

O jogador que acertasse a bola no marcador era premiado com o convite para frequentar a casa dos dirigentes, obtendo riqueza e prestígio. A sua equipe tinha o direito de se apossar de todos os objetos que conseguisse da plateia. Quanto ao capitão do time derrotado, era honrado com a morte.

Difícil compreender a lógica do jogo de bola mesoamericano. Afinal, quem disputa uma partida para ser sacrificado? A sociedade contemporânea considera isso inaceitável. Para a civilização pré-hispânica, porém, a morte por sacrifício era a perpetuação da vida. Em um texto publicado na revista Arqueologia Mexicana (Ed. Raíces, número 63), o autor Michel Graulich, diretor de Estudos Religiosos na Escola de Altos Estudos de Paris, explica a concepção de vida e de morte para a sociedade maia, na qual todos aqueles que deviam, pagavam com o sacrifício ou com o próprio sangue.

“O sacrifício humano também era praticado como oferenda aos deuses, na tentativa de amenizar a fúria de fenômenos cósmicos, como secas e inundações, mantendo o equilíbrio do universo”, conta Graulich. O México ainda hoje preserva mais de 1,5 mil campos. Eles são testemunhas do importante papel que o jogo da pelota desempenhou na história da América Central. Cobá é apenas um deles. E, acredite, vale muito a pena conhecer!

Aventura com sabor

Próximo a Cobá, fica Pac Chen, uma idílica aldeia onde vivem descendentes dos maias. É possível conhecer esse lugar onde convivem a antiga e a nova da cultura maia. Para isso, basta contratar uma excursão de um dia. É legal saber que uma parte dos lucros do tour é revertida para o desenvolvimento sustentável das comunidades maias da região.

Foto por arquivo pessoal/ aldeia Pac Chen

A aventura, que começa com um ritual feito por um homem santo, é seguida por tirolesa e rapel em um cenote. Para quem preferir, há possibilidade de passear de canoa em uma lagoa cercada por árvores da floresta, ao som de pássaros.

Foto por arquivo pessoal/ aldeia Pac Chen

Depois da adrenalina, nada melhor do que experimentar o sabor da gastronomia da antiga civilização maia. O cardápio inclui frango preparado com ingredientes maia, sopa de legumes, arroz, feijão, batatas, empanadas e tortilhas artesanais. Bom apetite!

Palermo é a Capital Italiana da Cultura

•Fevereiro 14, 2018 • Deixe um Comentário

A cidade situada na Sicília, no sul da Itália, preparou diversos eventos para celebrar sua história ao longo deste ano.

Palermo-Sicily-Italy- Foto Commons Wikimedia.jpg

Capital e maior município da Sicília, a belíssima Palermo, a quinta cidade mais populosa da Itália, será este ano também a Capital Italiana da Cultura. O anúncio foi feito no fim de janeiro, em uma cerimônia que contou com as presenças do primeiro-ministro Paolo Gentiloni, do ministro dos Bens Culturais Dario Franceschini e do prefeito da cidade siciliana, Leoluca Orlando.

Porto de Palermo visto do alto - Sicília - Itália - Foto Wikimedia

Estão programados mais de 780 eventos para acontecer em Palermo este ano. Mas, um deles em especial pesou e muito pela escolha da cidade: a realização da Manifesta 12, Bienal Europeia de Arte Contemporânea. O evento é um dos maiores shows da Europa e inclui performances de música, teatro e arte.

Outro motivo que contribuiu para a capital siciliana ganhar o título deste ano foi dado pela Unesco – em 2015, a organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura tombou alguns monumentos. Entre eles a Catedral de Palermo, com inauguração estimada em 1179.

Panorâmica da  Cattedral de Palermo - Sicília - Itália - Foto Wikimedia.jpg

De acordo com Gentiloni, as iniciativas a serem realizadas em Palermo em 2018 incluem a criação de um espaço para estudos islâmicos na Biblioteca Giorgio La Pira, apresentações de ópera no Teatro Massimo e exposições de pinturas dos artistas Giovanni Boldini e Antonello da Messina, além da promoção da recém-inaugurada rota da Unesco do Patrimônio Árabe-Normando, conectando Palermo a Cefalù e Monreale.

Teatro Massimo - Palermo - Itália - Foto Commons Wikimedia.jpg

Apesar da extensa programação que será cumprida durante este ano, a expectativa é que novos eventos sejam promovidos mesmo após o término de 2018. Segundo o prefeito da cidade siciliana, “as atividades culturais em Palermo não terminarão no dia 31 de dezembro”, pois o objetivo é promover ações de longo prazo”, disse Orlando.

Fachada da Igreja de Sant'Anna  em Palermo, Italia - Foto Wikimedia.jpg

EXISTÊNCIA – O título de Capital Italiana da Cultura é concedido desde 2015, por iniciativa do Ministério dos Bens Culturais da Itália. Durante um ano, a instituição governamental patrocina iniciativas para valorizar e desenvolver o patrimônio artístico e cultural de uma determinada cidade do país. Desde sua criação, o título já foi dado a municípios como Mântua, na Lombardia (2016), e Pistoia, na Toscana (2017).

Palermo - Foto Pixabay.jpg

Para fazer jus ao título que ostentará durante todo este ano, Palermo vai receber um milhão de euros para promoção e investimentos públicos, o que provavelmente resultará em um aumento do turismo da cidade. Enquanto isso, a capital da Sicília já ganhou um logotipo: um “P” desenhado por uma estudante.

Palermo, Sicília, Itália - Foto Wikimedia

O logo foi feito nos quatro idiomas da história de Palermo: fenício, hebreu, árabe e grego. Palermo foi eleita Capital Italiana da Cultura ao derrotar cidades como Alghero, Aquileia, Comacchio, Ercolano, Montebelluna, Recanati, Settimo Torinese, Trento, e uma inscrição conjunta dos municípios de Elima e Erice.

NA EUROPA – Por sua vez, Matera, cidade localizada no extremo sul da Itália, na região da Basilicata, conta os dias para a chegada de 2019, quando será a Capital Europeia da Cultura, um título criado em 1985 para promover o patrimônio histórico, artístico e cultural dos países- membros da União Europeia.

Matera -Itália Foto Wikimedia.jpg

Em breve, a Piazza Vittorio Veneto, em Matera, vai abrigar uma estrutura para celebrar que faltam 365 dias para o título cultural europeu valer. Chamada de festa do “Menos Um Ano”, o monumento foi projetado por Olivier Grossetete, tem 19 metros de altura, 17 de largura e 14 de profundidade.

Carnaval nas alturas

•Fevereiro 6, 2018 • Deixe um Comentário

Fazer trilhas, caminhadas e renovar as energias com o ar puro das montanhas e com banhos de cachoeira, sempre abraçado por paisagens bucólicas, é uma opção para quem quer escapar dos dias de confete e serpentina. 

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Não curte os dias do reinado de Momo? O que acha de fugir da “bagunça” e ir passar o feriado em um cantinho repleto de natureza e sossego, fazendo passeios que estão fora dos destinos de folia? Em São Paulo, o Parque Nacional da Serra da Bocaina é uma alternativa, constituindo-se em um cenário perfeito para viver dias de absoluta adrenalina e magia.

Se você é um adepto das emoções fortes ou mesmo gosta de atividades mais relaxantes e tranquilas, saiba que a MW Trekking está disponibilizando tours criados sob medida para os aventureiros de todos os estilos, dos mais lights aos hards. Antes de se aventurar, é bom saber que o parque é um segmento da Serra do Mar. Fica na divisa entre  os Estados de São Paulo e  Rio de Janeiro, na  região Sudeste do Brasil.

Serra

Criado por Decreto Federal em 1971, compreende  uma área aproximada de  134 mil hectares, guardando uma riquíssima biodiversidade – ali vivem onça-pintada, preguiça-de-coleira, sagui-da-serra, suçuarana  e incontáveis espécies de aves, só para citar alguns de seus habitantes. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A entrada para esse paraíso fica na cidade de São José Barreiro, no interior de São Paulo. E a MW Trekking, especializada em ecoturismo na Serra da Bocaina e em seus arredores, pode te ajudar a conhecer alguns preciosos tesouros desse santuário, como antigas ruínas e as estradas percorridas por Dom Pedro I nos tempos de Brasil Império.

Ruínas da Casa de Pedra.JPG

Para o Carnaval, por exemplo, a agência organizou diferentes tipos de roteiros.O light é para os iniciantes. O outro é destinado para quem é mais aventureiro e que não se importa em dormir em casa de colonos no meio à floresta, enquanto o mais curtinho é para quem desejar passar somente um dia na serra. Confira os detalhes.

Calçamento de pedras da Trilha do Ouro1

O tour Caminhadas e Cachoeiras é para quem curte fazer trekking em florestas preservadas e se esbaldar em relaxantes (deliciosos) banhos em cachoeiras. Conhecida como o Paraíso do Trekking no Brasil, a Serra da Bocaina é um palco perfeito para vivenciar bem de pertinho a hipnotizante beleza desse encantador recanto criado com capricho pela natureza ao longo dos séculos.

Serra1

A viagem por esse universo mágico tupiniquim inclui ainda as trilhas do Penhasco com passagem pela Trilha do Príncipe, pelo Mirante da Torre, pelo Riacho Verde e pela Mata Encantada e banhos nas cachoeiras do Santo Izidro. No trajeto também é feita uma expedição off-road e visitas às cascatas da Gruta, Garoba, da Fada, Bocaina e da Onça.

O roteiro pode ser feito por quem já está acostumado a fazer trekking e também por quem ainda não está e é um iniciante no esporte. O pacote sai por R$ 2.920 o casal e há ainda opções para single em quartos quádruplos, hostel e camping. Inclui seguro viagem, serviço de segurança e guias especializados, pernoite na Pousada Recanto da Floresta com café da manhã e jantar.

Já o Caminhada Tira Chapéu tem duração de um dia. Localizado a 2.088 m de altitude na Serra da Bocaina, o passeio, em dias claros, possibilita que o viajante desfrute de uma visão cinematográfica de todo o Vale do Paraíba, da Bacia de Paraty e da cadeia de montanhas da Serra da Bocaina. A caminhada parte da Pousada Recanto da Floresta e são 20 km (ida e volta).

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O passeio termina com um almoço feito em fogão à lenha na base da MW Trekking na Serra da Bocaina. Custa R$ 156 por pessoa e inclui seguro viagem, serviço de segurança e guias especializados, almoço, transporte do centro de São José do Barreiro à Pousada Recanto da Bocaina.

Cachoeira de Sto Izidro no Parque Nacional da Serra da Bocaina - foto divulgação.jpg

Outro tour que também é feito em apenas um dia é o Passeio na Serra da Bocaina. Indicado para toda família, visita as cascatas da Bocaina, a sede do Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Cachoeira Santo Izidro e a rampa de decolagem de voo livre a 1.700 m de altitude.

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Também dá direito a um almoço feito em fogão à lenha na Pousada Recanto da Floresta. Sai por R$ 156 por pessoa e inclui transporte de São José do Barreiro ao alto da Serra da Bocaina, passeios, seguro viagem, serviço de segurança e guias especializados.

Pico do Tira Chapéu.JPG

EXPERIÊNCIA ÚNICA – Recém-relançado pela MW Trekking, o clássico roteiro Trilha do Ouro conduz o participante a umas das mais incríveis experiências. A travessia é feita em três dias pelas serras da Bocaina e do Mar, sendo que a maior parte do percurso é permeado por enormes pedras colocadas por escravos nos fins do século XVIII.

O roteiro é um passaporte às belezas da Mata Atlântica e para belíssimas cachoeiras. Mas, apenas poucos mochileiros e aventureiros se atrevem a fazer esse passeio mais radical, pois é preciso ter fôlego e bom preparo físico – a Trilha do Ouro começa na cidade de São José do Barreiro, no Vale do Paraíba (SP), e termina na Vila de Mambucaba, no litoral de Angra dos Reis (RJ).

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A trilha corta o Parque Nacional da Serra da Bocaina em sua porção mais selvagem. Custa R$ 770 por pessoa e inclui seguro viagem, serviço de segurança e guias especializado, traslados, as pernoites são feitas em casas simples de colonos.

Para saber mais sobre a programação  completa de cada passeio, acesse o site: www.mwtrekking.com.br

 

 

Viagem à mágica Rússia dos czares, das cidades imperiais e dos tempos modernos

•Janeiro 8, 2018 • Deixe um Comentário

Moscou - Wikimedia

Por Fabíola Musarra

Sede da Copa do Mundo de Futebol em 2018, a Rússia, mais do que esporte, é sinônimo de história, arte e cultura. Parte dos tesouros deste lindíssimo país que se tornou um Estado Socialista em 1917,  a partir da Revolução Russa, pode ser conhecida a bordo do cruzeiro River Victoria.  O Imperial Waterways of Russia, nome deste roteiro fluvial, percorre durante 13 dias e 12 noites emblemáticos símbolos da extinta União Soviética.

São monumentos, monastérios, catedrais e museus, além de cidades imperiais, incluindo alguns patrimônios da Unesco.  A viagem começa em Moscou no dia 11 maio e prossegue com destino a São Petersburgo. Moscou é a principal cidade do país. Foi fundada em 1156, quando era capital da nação medieval. Moscou perdeu seu status de capital para São Petersburgo, mas nunca deixou de ser importante para o país.

Moscou

No século passado, Moscou restabeleceu seu domínio sobre a cultura, a política e a economia do país. O River Victoria faz sua primeira parada na capital da Federação Russa, onde estão previstas visitas ao Kremlin, ao Teatro Bolshoi, à icônica Praça Vermelha, à Catedral de São Basílio e à pitoresca Rua Tverskaya, só para citar algumas atrações do centro histórico da cidade.

River Victoria

Depois, o navio segue pelo Rio Volga, por lagos e ilhas, visitando cidades como Yaroslavl, Patrimônio Mundial da Unesco. Com ruas largas, arborizadas e caprichados parques, o planejamento urbano dessa cidade medieval foi ordenado por Catarina, a Grande.

St Ppetersburgo

A viagem termina em São Petersburgo, onde tem stops para conhecer o Palácio de Catarina, o Museu Hermitage e o Parque Pushkin, além de uma noite dedicada a um imperdível espetáculo de balé no Teatro Alexandrinsky.

L'ermitage_-_Edifici_Estat_Major_des_de_plaça_interior

Com capacidade para 202 passageiros, o navio de quatro andares disponibiliza 101 cabines (a maioria com varanda) e dez suítes, deck ao ar livre, fitnesss, SPA, butiques e bibliotecas, além de bares e restaurantes. Informações: uniword.com/br

Mapa do cruzeiroRota do River Victoria na Federação Russa