Bistrô de Santo Antônio do Pinhal tem novo cardápio inspirado na culinária da cidade do interior de São Paulo

•Novembro 17, 2017 • Deixe um Comentário

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Vista externa do Bistrô seu Beneditú. Foto: Wagner Ribeiro

Por Fabíola Musarra

O Bistrô Seu Beneditú da Pousada Quatro Estações de Pinhal, em Santo Antônio do Pinhal, a 172 km de São Paulo,  acaba de  lançar um novo cardápio inspirado na culinária da cidade. A partir de releituras do chefe Daniel Ferreira, as receitas tradicionais da região, como a galinha caipira e a vaca atolada, ganharam um toque sofisticado da alta gastronomia.

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Natural de Santo Antônio do Pinhal, o chefe Daniel Ferreira trouxe para o novo menu receitas carregadas de emoção. “A mudança no cardápio está ligada à minha paixão pela comida regional e, neste caso em especial, fiz uma releitura das receitas que marcaram as minhas lembranças de infância”, conta o chefe.

Os novos pratos também adotam o conceito de slow food, respeitando o tempo adequado de preparação das receitas. Os ingredientes do novo cardápio são fornecidos por pequenos produtores locais, com objetivo de oferecer aos visitantes os sabores exclusivos de Santo Antônio do Pinhal.

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Vaca Atolada – Bistrô Seu Beneditú. FotoWagner Ribeiro

No novo menu, vaca atolada, com costela bovina cozida em baixa temperatura, servida com mandioca cremosa e farofa de bacon (R$ 47). Também a galinha caipira desfiada e o risoto suã são destaque. A  primeira é acompanhada por polenta de milho verde e farofa de pinhão (R$ 52), enquanto o risoto leva carne suína (R$ 45).

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Linguini primavera – Bistrô Seu Beneditú. Foto: Wagner Ribeiro

O cardápio inclui ainda pratos, como o linguini primavera, massa servida com molho pesto, rúcula, tomate cereja e lascas de parmesão (R$ 35), além da truta à brasileira, com truta grelhada, preparada com molho de leite de coco, dendê, pimenta e pimentão. É servida com purê de mandioquinha e arroz branco (R$ 55).

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Truta à Brasileira – Bistrô Seu Beneditú. Foto: Wagner Ribeiro

Com capacidade para receber até 20 pessoas, o Bistrô Seu Beneditú está aberto diariamente e atende somente com reserva antecipada. Durante a semana, o horário de almoço é das 12 horas às 15 horas. Do jantar, das 19 horas às 22 horas. E, nos fins de semana, das 12 horas às 16 horas (almoço) e das 19 horas às 23 horas (jantar).

Para reservas e conhecer todos os pratos do novo cardápio do Bistrô Seu Beneditú, acesse www.pousada4estacoesdepinhal.com.br ou ligue (12) 3666-2260.

 

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Black Friday da Vert Hotéis tem 40% de desconto

•Novembro 16, 2017 • Deixe um Comentário
Black Friday

A rede hoteleira dará desconto de hospedagem em seu hotéis. Foto: Divulgação.

 

Por Elíria Buso

A Black Friday invadiu o setor hoteleiro. A tradicional data do varejo americano já conquistou os brasileiros e agora, além de opções de produtos de consumo e tecnologia, o mercado hoteleiro vem oferecendo ótimas opções de hospedagem.

Sempre atenta às tendências do segmento e preocupada em oferecer as melhores condições para seus hóspedes, a Vert Hotéis também fará parte deste movimento. Durante o último fim de semana de novembro, de 24 a 26, a rede terá desconto de até 40% na tarifa Recarregue-se para hospedagem em um de seus hotéis.

A tarifa especial Recarregue-se, criada especialmente para aquele hóspede que precisa dar uma pausa na rotina e recarregar as energias, tem benefícios exclusivos como check-in exclusivo, late check-out às 14h e cortesia da terceira noite, além das facilidades de pagamento, em até cinco vezes sem juros.

Presente em São Paulo, Campinas, Osasco, Belo Horizonte, Lagoa Santa, Rio de Janeiro, Macaé, Campos dos Goytacazes, Natal, Parauapebas, Recife e Linhares, a Vert oferece o melhor da hotelaria essencial para transformar a estada do hóspede em uma experiência única e agradável.

As promoções da Black Friday são validas para hospedagem entre 1º/12/2017 a 31/1/2018 – exceto no hotel de Recife, em que o período se estende até 31/03/2018 – e estão sujeitas à disponibilidade de cada empreendimento.

Para saber mais, acesse: www.verthoteis.com.br

 

 

Hotel & Golfe Clube dos 500: um oásis entre Rio e São Paulo

•Novembro 14, 2017 • Deixe um Comentário

Empreendimento que une diversos tipos hospedagem, golfe, espaços para eventos, capela e suntuosos jardins se destaca no interior de São Paulo.

Por Marcos J. T. Oliveira, com edição de Fabíola Musarra                      Fotos: Divulgação

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O Clube dos 500 é marcado pela arte, bom gosto e força de sua história ligada a grandes nomes da cultura brasileira: como a arquitetura de Oscar Niemeyer, paisagismo de Burle Marx, layout do arruamento do urbanista Prestes Maia, afresco de Di Cavalcanti, além da capela com obra de Ricardo Menescal.

Gastronomia – Os pratos, preparados com toda atenção, requinte e inspirados no que há de melhor na culinária internacional, são uma celebração para o paladar. Os restaurantes do empreendimento foram pensados para brindar cada momento, mantendo a personalidade dos ambientes e com serviço genuinamente delicado. Além dos hóspedes, o hotel recebe grupos e convidados.

Quem assina os cardápios é o chefe Alex Sander Lopes, com pratos que estimulam os cinco sentidos ao som de excelente música, beleza e de aromas surpreendentes. O cardápio é elaborado com ingredientes frescos, orgânicos, baseado na culinária internacional e mediterrânea. A releitura dos pratos traz os ingredientes regionais aliados ao requinte do chefe.

Di Cavalcanti

Gastrobar – Ambiente descontraído, à luz de velas, música ao vivo, pratos diferenciados e aperitivos caprichados e inovadores. O espaço intimista foi criteriosamente planejado para que os frequentadores tenham ótimos momentos e excelentes recordações.

Flamboyant – Com vista para o bosque e lago, o restaurante proporciona um ambiente sofisticado aliado à culinária contemporânea e com uma grande variedade de hortaliças extraída da horta do hotel. A combinação de ingredientes fresquinhos, sobremesas que remetem aos sabores inesquecíveis da casa da Vó completam a experiência.

Casa Amarela

O antigo casarão, delicadamente decorado e com vista para a piscina, é um delicioso refúgio para o café da manhã. Nele, além de todo o frescor das frutas e da enorme variedades de sucos e pães fumegantes servidos, está uma “cozinha show”. Não bastasse: nos dias de frio, lareira. Nos de calor, a bela varanda.

La Cave – Intimista e muito charmoso, oferece o melhor da combinação de vinhos, fondues, queijos e massas. Para momentos especiais e românticos, além de ser ideal para jantares inesquecíveis.

 

Eventos – O Hotel e Golfe Clube dos 500 oferece toda a infraestrutura necessária para a realização de eventos em diversos formatos. Atende desde convenções até palestras, treinamentos e meetings empresariais. Todas as salas são equipadas com ar-condicionado e wi-fi.

O hotel também dispõe de modernos equipamentos audiovisuais para que os eventos sejam completos e perfeitos. Os espaços são customizados de acordo com o perfil e necessidades das empresas: auditório bouganville (128 m², capacidade para 60 pessoas), salão do lago (344 m², capacidade para 420 pessoas), sala de apoio.

Completam as opções: salão do lago 2 (118 m², capacidade para 60 pessoas), sala de apoio salão do lago 3 (92 m², capacidade para 40 pessoas) e sala seringueira (254 m², capacidade para 150 pessoas). Ainda existem outras alternativas para a realização de eventos. Entre elas, cinema, boate, Restaurante La Cave, Restaurante Di Cavalcanti, Restaurante Flamboyant, Gastrobar e campo de golfe.

Casamentos

Os bucólicos jardins, com suntuosas árvores e lagos, oferecem o ambiente perfeito para um casamento no campo. Por lá, muitos casais encontram tudo o que é necessário para tornar o dia do “sim” inesquecível. Alguns diferenciais: capela com 142 m² e capacidade para até 220 convidados, salões para festas, serviço de banquetes e salão de beleza.

Completam os serviços de infraestrutura disponibilizados pelo hotel: fornecimento de serviço em parceria com grandes nomes para cerimonial, floricultura, decoração, bandas e DJ´s, bolo e doces. Os noivos contam ainda com uma suíte especial para arrumação da noiva e para a noite de núpcias. A suíte possui decoração especial, cama king size, banheira e amenities diferenciados.

Lazer – Quem busca uma experiência exclusiva, quer desfrutar de relax, entretenimento e bem-estar. Quanto a isso, o empreendimento conta com um variado cardápio de opções. Ele inclui piscina (adulto e infantil), piscina indoor aquecida, sauna seca e a vapor, fitness, hidro ao ar livre, campo de futebol e de golfe, quadras de tênis, boate, cinema, sala de jogos, pistas para caminhadas, brinquedoteca e horta.

Abriga ainda o Espaço Zen, um local ideal para quem precisa ter um momento “detox”. Todo decorado com motivos orientais, fibras naturais e muito verde, oferece relaxamento, beleza e saúde. Cantinho ideal para revigorar as energias. Serviços oferecidos mediante reserva antecipada.

No interior do empreendimento também funciona um pet friendly, um lugar totalmente dedicado aos animais de estimação. No momento da hospedagem, vale a pena consultar a recepção para saber as regras específicas.

 

Hospedagem – O Hotel Clube do 500 oferece três tipos de acomodação: a Ala Burle Max (suítes amplas e decoradas em estilo “Rustic Chic”, com duas camas queen-size e garagem privativa), a Ala Niemeyer (espaços projetados por Oscar Niemeyer e tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional, com duas camas casal e discreto jardim de inverno) e  a Ala Menescal (suítes amplas e confortáveis, com ótima relação custo-benefício e garagem privativa. Possuem cama king-size).

Além desses três tipos de acomodação, o hotel disponibiliza ainda a Suíte do Lago, as Suítes do Campo e a Casa de Campo. A primeira está localizada diante de um belo lago. Tem decoração clara e delicada, cama king-size e banheira. É um espaço perfeito para o “dream day”.

Também as Suítes do Campo e a Casa de Campo ficam em frente ao lago e são ideais para as famílias, possuem duas habitações cada, ampla sala e varanda, além de duas camas casal por suíte. Todos os apartamentos estão equipados com internet wi-fi, tevê a cabo, ar-condicionado, cofre privativo, secador de cabelos, espelho de corpo inteiro, amenities, telefone, mesa de trabalho e frigobar.

Golfe – O campo de golfe é um capítulo à parte. O Club House é utilizado tanto por jogadores profissionais quanto por amadores. Com nove buracos, foi desenhado por Armando Rossi e José Maria Gonzalez e inaugurado em 1964. Recentemente, teve seus greens completamente reformados.

Situado entre o buraco 1 e o 9, a decoração da sede do campo é em estilo interiorano. A varanda tem vista para o Putting Green. Local ideal para drinques e momentos de descontração. A sede possui um bar e vestiários masculinos e femininos.

SERVIÇO – Hotel & Golfe Clube dos 500

Reservas: (12) 3128 3555 e reservas@h500.com.br, site: www.hotelclubedos500.com.br

Jardim de Burle Marx é o charme a mais do Hotel Turismo em Rio Quente

•Novembro 12, 2017 • Deixe um Comentário
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Vista lateral do jardim projetado por Burle Marx. Foto: Caroline de Oliveira.

No centro-oeste do Brasil, a cerca de 170 quilômetros de Goiânia, a capital de Goiás, pulsa Rio Quente, jovem cidade “banhada” pelo rio que a ela empresta seu nome e onde fica o maior complexo de águas hidrotermais do planeta

Por Fabíola Musarra

Localizado em Rio Quente e distante cerca de 30 quilômetros de Caldas Novas, o Rio Quente Resorts ocupa um espaço de 497 mil m² em meio à exuberante natureza do cerrado brasileiro, por onde estão espalhados sete hotéis, totalizando mais de 1.200 apartamentos. Entre eles, o Hotel Turismo, uma boa opção de hospedagem para quem pensa em passar uns dias lá.

Rio Quente Resorts - Fachada do Hotel Turismo - Foto - Site Macetes de Mãe

Fachada do Hotel Turismo no Rio Quente Resorts – Foto: Site Macetes de Mãe. 

O hotel está bem próximo ao Hot Park e ao Parque das Fontes, sem ter o tumulto e burburinho do Hotel Pousada, o primeiro a ser construído e o mais popular de todos. E se o Hot Park é, por si só, o grande chamariz do resort, o parque é o seu principal postal, especialmente à noite quando é tingido por mágica iluminação.

Parque das Fontes - Rio Quente Resorts

O Parque das Fontes abriga oito piscinas naturais de águas termais, correntes e incrivelmente quentinhas. Elas se formam a partir das 18 nascentes que em seu solo brotam e cujas águas são renovadas a cada 20 minutos – ao lado delas, corre o Rio Quente, que nasce na Serra de Caldas.

O parque adota o conceito after six, mantendo uma programação 24 horas por dia. Lugar mágico, abriga ainda duchas, saunas e poços de águas termais, que são circundados pela vegetação ribeirinha nativa do Rio Quente, de onde aliás as águas são captadas.

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Ideal para quem quer relaxar e ao mesmo tempo curtir a natureza, o parque tem em suas piscinas naturais o seu ponto alto – nada mais incrível do que tomar um banho quentinho, no meio de um bar molhado, apreciando a hipnotizante paisagem ao redor, enquanto os pés tocam no leito de um rio.

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Bar molhado em piscina natural do Rio Quente Resort. Banhos com os pés no leito do rio.

Mas, antes de você poder desfrutar desta e das demais atrações do Rio Quente Resorts, é bom programar a sua hospedagem. Como já havia dito, o Hotel Turismo é uma alternativa. Com um caprichado jardim concebido por Burle Marx, foi inaugurado em 1977 e repaginado em 2014, exibindo um visual clean e contemporâneo, marcado por linhas retas e cores claras.

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O Hotel Turismo fica aos pés da Serra de Caldas, oferecendo aos seus  hóspedes uma paisagem cinematográfica.

Se interiormente a sua decoração é impecável, o seu exterior é abraçado pelo verde, oferecendo uma cinematográfica vista para a Serra de Caldas. Conta ainda com um amplo espaço para lazer, lago para pesca, duas piscinas de adultos, bar molhado e estacionamento gratuito para hóspedes com manobrista.

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Umas das piscinas de águas quentinhas do empreendimento. Foto: Caroline de Oliveira.

Com 148 quartos, o hotel disponibiliza quatro opções de hospedagem: a Superior (com uma cama de casal, uma cama de solteiro e outra extra), a Família (com duas camas king), a Master (dois ambientes decorados com uma cama de casal, sofá-cama para duas pessoas e jacuzzi) e a Presidencial, duplex com dois quartos, uma cama de casal, duas de solteiro, cama extra e jacuzzi.

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Quarto com capacidade para acomodar quatro pessoas. Foto: Caroline de Oliveira.

Todas as acomodações estão equipadas com ar climatizado, tevê a cabo, frigobar, bancada para computador, telefone, cofre eletrônico, secador de cabelo, amenidades de banho e wi-fi gratuito. O empreendimento também possui a copa da mamãe, um espaço com fogão, micro-ondas e utensílios para preparar a alimentação dos bebês.

Sabores – No Hotel Turismo, as refeições são feitas no Restaurante Pequi, que serve um variado bufê no café da manhã, com frutas, iogurtes, frios, pães, bolos, omeletes e tapiocas… No almoço, há variedade de saladas, pratos quentes e sobremesas. No jantar, o restaurante funciona com serviço à la carte.

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Bufê de sobremesas do Restaurante Pequi, no Hotel Turismo. Foto: Caroline de Oliveira.

Quer no almoço, quer no jantar, o menu do restaurante sempre inclui o sabor da boa comida caseira e receitas típicas da gastronomia regional, como os empadões, o peixe na telha e na brasa e os preparados com frutos do cerrado, como o pequi.

Esse fruto nativo neste pedacinho do País, ao lado de outros conterrâneos, a guariroba e o baru, surge no arroz goiano e na galinhada com pequi, além de ser empregado no preparo de sobremesas, como o doce de leite com pequi. Também é o principal ingrediente de cachaças e licores por ali produzidos.

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Peixe assado na telha, um dos pratos típicos da gastronomia da região.

Se não bastasse a localização privilegiada e as tentações gastronômicas oferecidas pelo seu restaurante, a hospedagem no Hotel Turismo é um passaporte ao Rio Quente Resort, o único do País a oferecer três parques – além do Parque das Fontes, abriga o Eko Aventura Park e o Hot Park, maior parque aquático de águas quentes naturais do mundo.

O acesso aos três é ilimitado para os hóspedes. Assim como para todas as demais dependências do complexo. Caso de seus oito restaurantes, seis bares molhados, pizzaria, lanchonete, hamburgueria e a Bello Gelatto, com um sorvete artesanal produzido no próprio resort.

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Toldo do Bosque, palco de shows e de espetáculos noturnos. Foto: Caroline de Oliveira.

E se você é um hóspede daqueles que gostam de baladas, tem ainda passe livre para o Toldo do Bosque, onde todas as noites acontecem shows musicais e espetáculos variados, para o Stella Artois Lounge e para o Clube Chopp Brahma. Nesses dois últimos, além de petiscos, você vai poder degustar cervejas, chopes, vinhos e outras bebidas.

Diversão – E, nada melhor para renovar as energias dispendidas na noitada que uma boa aventura pelo Hot Park, a maior sensação do município. Como hóspede, você tem direito a desfrutar mais de 20 atrações, desde as radicais até as mais relaxantes, como a hidromassagem em banheiras de água quente e o Lazy River (um rio artificial de 238 m que é percorrido em boia).

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Sem falar da belíssima Praia do Cerrado. Vigiada à distância da Serra de Caldas, tem águas quentes com oito diferentes tipos de ondas, além de areia fina e branquinha, originada do processo de exploração de resíduo de cristais extraídos na região de Cristalina, cidade goiana situada a 280 km de distância.

Mas as aventuras são muitas e é bom saber que algumas delas são cobradas à parte. Caso da megatirolesa, do rapel, do arvorismo, do mergulho ecológico e do Bird Land, um grande viveiro onde moram 200 espécies de aves, entre corujas, flamingos, araras, tucanos e outras.

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Fique ciente também que é impossível desfrutar de todas as atrações do Hot Park em um único dia – é preciso ter mais tempo para fazer isso. Daí a importância de planejar bem a sua viagem, garantindo preços mais convidativos.

Algumas empresas turísticas como a CVC oferecem pacotes e voos fretados para o circuito das águas quentes. Os pacotes também podem ser adquiridos na Valetur, operadora oficial do Rio Quente Resorts. Ou ainda, em outras quase três mil agências de viagens que se espalham pelo Brasil.

Ficou tentado? Então, compare o que as agências oferecem, pois elas disponibilizam serviços e preços diferentes – algumas operadoras incluem o traslado aéreo, outras não incluem nenhuma refeição no valor da diária. Portanto, é preciso saber o que procura, pesquisar e comprar o pacote de acordo com as suas necessidades.

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Piscinas do Parque das Fontes: águas captadas do Rio Quente. Foto: Caroline de Oliveira.

Mais um lembrete: as diárias no Hotel Turismo podem ou não ser em sistema de meia pensão (com café da manhã e almoço) e incluem cortesia para até duas crianças (12 anos incompletos) desde que na mesma acomodação dos pais. Todas as tarifas são acrescidas de impostos, taxas de serviço e taxa de turismo.

Dito isso, agora planeje sua viagem, arrume a mala e vá vivenciar a natureza bem de perto. Boa Viagem!

Informações: rioquenteresorts.com.br

 

A jornalista Fabíola Musarra viajou a convite do Rio Quente Resorts.

 

Alagoas, de A a Z

•Novembro 9, 2017 • Deixe um Comentário

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Trecho  da orla de Maceió. Foto: André Pessoa.

Nunca me canso de viajar e, por mais que já tenho ido mil vezes à mesma cidade, sempre aprendo algo no lugar. Alagoas, um dos nove estados do Brasil que compõem o Nordeste – os outros são Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Maranhão e Ceará.

Considerado o Caribe brasileiro, Alagoas tem como um de seus pontos altos a cor do mar, que vai do azul ao verde, incluindo todos os tons. Mas esse pedacinho de solo tupiniquim é muito mais do que praias de areias de açúcar pontilhadas por coqueiros a perder de vista. Suas cidades transbordam história, cultura e um riquíssimo artesanato. Juntas, escondem encantos para todas as letras do alfabeto.

 

Por Fabíola Musarra

 

“A” 

Alagoas – Seu nome deriva das inúmeras lagoas que o Estado tem – a Mundaú é uma das maiores. Fica em Maceió, a capital do Estado. De sua margem, no Pontal da Barra, um dos bairros mais antigos da cidade, pode-se embarcar em um passeio de escuna pelas suas águas e assistir a um indescritível pôr do sol.

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Com saídas diárias às 9 horas e às 13 horas, os pacotes são vendidos nas barracas do Pontal. São cinco horas para percorrer sete ilhas em Mundaú, mais duas em Manguaba, outra importante lagoa de Maceió, O tour tem parada para banho na Prainha, onde o mar e as duas lagoas se encontram.

Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares – Para quem vai de avião, é a porta de entrada desse paraíso chamado Maceió.

Barra de São Miguel - Village Barra Hotel

“B”

Barra de São Miguel – Essa praia de águas azuis cristalinas fica a 25 km ao sul de Maceió. Se quiser almoçar ou se hospedar praticamente dentro do mar, a opção é o Village Barra Hotel (www.villagebarrahotel.com.br, tel. 3272-1000).

Village Barra Hotel

Além de todas as comodidades existentes em seus dois tipos de acomodações (luxo e standart), o hotel de 74 apartamentos, piscinas e restaurante oferece aos seus hóspedes a travessia de barco para a Praia do Gunga, que está 11 km adiante e fica dentro de uma fazenda de coco, no local onde o mar se encontra com a Lagoa do Roteiro.

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Praia do Gunga e Barra de São Miguel. Foto: Otávio Nogueira.

O acesso até lá também pode ser feito por jangada ou barco a motor, que partem do cais no centro de Barra. Logo na entrada do Gunga, lojinhas comercializam desde taças e garrafas decoradas  com areia extraída das falésias locais até pequenos mimos, como chaveiros, porta-lápis e imãs de geladeiras feitos de conchinhas.

Bolinho de goma – Herança dos holandeses, é a típica guloseima do Estado. Feito com farinha de mandioca, manteiga, leite de coco, maisena, ovos, sal e açúcar,  essa espécie de sequilho em formato de concha, é vendida nas praias, bares, lojinhas e embarcações.

“C”

Costa dos Corais – Depois da Grande Barreira de Corais da Austrália, esse é a maior barreira coralina do mundo, com mais de 130 km de recifes de corais que se estendem de Paripueira (AL) até Tamandaré (PE). Desde 1997, é uma Área de Preservação Ambiental, criada para proteger a flora e a fauna marinhas da região.

Maragogi - Alagoas - Foto Pedro Osera

O acesso  à piscina natural de Maragogi é limitado. Foto: Pedro Osera.

Como os recifes impedem que as ondas cheguem até as praias, a região abriga muitas piscinas naturais, onde o mar é sempre calmo e quentinho. Para conhecer todo o circuito do lado alagoano, pode-se partir de Maceió e seguir pela Rodovia AL – 101, que vai pelo litoral norte. Confira algumas cidades:

Paripueira – O nome dessa antiga colônia de pescadores significa praia de águas mansas, em linguagem indígena. Do Restaurante Mar & Cia (www.piscinasnaturais.com.br) partem catamarãs rumo aos recifes. Eles seguem sempre acompanhados por um biólogo que vai ensinando sobre as espécies que vivem nas piscinas naturais: ouriços, estrelas-do-mar e peixinhos coloridos.

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Piscina natural de Paripueira. Foto: Rota dos Corais Viagens e Turismo.

Barra de Santo Antônio – É banhada pelo Rio Santo Antônio, que empresta seu nome à cidade. Seus principais atrativos são os monumentos históricos da arquitetura holandesa do século 18, seus preservados manguezais e hipnotizantes praias, como as de Tabuba, Ilha da Croa (na verdade, uma península separada do continente pelo Rio Santo Antônio) e de Carro Quebrado.

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Mangue vermelho. Foto: André Pessoa.

Barra de Camaragibe – Berço de Aurélio Buarque de Holanda, autor do mais conhecido dicionário da língua portuguesa. Tem lindas praias, como a dos Morros e Marceneiro.

São Miguel dos Milagres – Como está em alta, é um destino bastante concorrido, sobretudo nos fins de semana, feriados prolongados e férias. Entre as suas praias de águas transparentes, encontra-se a do Toque.

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São Miguel dos Milagres – Foto Rodrigo Soldon.

Porto de Pedras – Em 1860, Dom Pedro 2º parou ali para descansar e se encantou com o lugar, que inclui praias paradisíacas como as de Patacho e Tatuamunha. Esta última foi escolhida para acolher o Projeto do Peixe-Boi Marinho. Responsável pela introdução do mamífero ameaçado de extinção na natureza, o espaço é aberto à visitação. Mas, com sorte, o dócil bichinho também pode ser visto próximo à foz do Rio Manguaba.

Porto Calvo – Foi um dos primeiros lugares a ser habitado por colonos portugueses, trazidos pelos donatários da antiga Capitania de Pernambuco. É também a terra de Domingos Fernandes Calabar. Considerado um traidor pelos portugueses e um herói por muitos historiadores, Calabar mudou o curso da guerra, ao ficar do lado dos holandeses.

Esse fato ocorreu na época  do Brasil Colônia, durante o período da Invasão Holandesa. Entre abril de 1632 e julho de 1635, Calabar foi responsável por grande parte das vitórias dos holandeses sobre os portugueses. Uma delas ocorreu em março de 1635, quando os holandeses atacaram Porto Calvo. Os portugueses fugiram, deixando os moradores submetidos aos holandeses.

Japaratinga – Nesse vilarejo de pescadores são imperdíveis as paisagens que se descortinam desde o Pontal do Boqueirão, na foz do Rio Manguaba, passando pela Praia de Barreiras do Boqueirão, com suas fontes de água mineral.

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Maragogi – É o segundo polo turístico de Alagoas. Equidistante de Maceió e Recife (PE), é um dos extremos geográficos desse circuito que merece um capítulo à parte.

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Delmiro Gouveia – A força das cachoeiras e corredeiras do Rio São Francisco foram usadas para a instalação de nove hidrelétricas entre Piranhas (AL) e Paulo Afonso (BA). Entre elas, a Angiquinho, a primeira usina hidrelétrica do Nordeste.

Construída em 1912 pelo empresário Delmiro Correia, que batiza o município, a usina está distante 40 km de Piranhas. Obra de engenhosa engenharia, a casa das máquinas da antiga hidrelétrica fica presa entre as rochas a 100 metros do leito do rio.

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Divina Gula – Reserve um dia (ou uma noite) de sua agenda para conhecer essa simpática  casa de Maceió. Ponto de encontro de gente bonita, o bar e restaurante há mais de 20 anos oferece petiscos e pratos imperdíveis, feitos a partir da união de temperos mineiros e iguarias alagoanas.

Entre as delícias para beliscar tomando uma cervejinha ou a cachaça ali produzida estão as porções de bolinhos de macaxeira e caipira (ambas são de macaxeira, mas a primeira é recheada com camarão e catupiry e a segunda, com carne-de-sol desfiada e queijo coalho). Também oferece opções de refeições. Fica na Av. Engenheiro Paulo B. Nogueira, 85, Jatiúca, tel. (82) 3235-1016.  

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Engenhos – E usinas canavieiras não faltam nesse Estado, um dos principais polos produtores de açúcar e álcool do País. Eles são tão importantes para a história e economia do Estado que a Secretaria de Turismo criou um circuito turístico para contemplá-los: o Roteiro Integrado da Civilização do Açúcar, que inclui as cidades de Maceió, Marechal Deodoro, Pilar, Coruripe, União dos Palmares e Rio Largo.

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Passeio de barco pelo Velho Chico, como é carinhosamente chamado o imponente rio que banha cinco estados brasileiros. Foto: André Pessoa.

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Foz do Rio São Francisco – O passeio de barco até a divisa entre Sergipe e Alagoas é fantástico e dá direito a uma paisagem que inclui as ilhas fluviais do caminho, as dunas douradas, os coqueirais e – o principal – a foz do Rio São Francisco, o lugar onde o Velho Chico, como o rio é carinhosamente conhecido pelos brasileiros, se une ao Oceano Atlântico, depois de ter percorrido cinco Estados brasileiros – Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Os passeios de barcos partem de Piaçabuçu (140 km de Maceió pela AL-101, sentido Sergipe).

Artesanato típico de Alagoas - Renda - Foto Andre Pessoa

Filé – Renda típica produzida no Estado. Segundo contam no bairro de Pontal, onde viviam e ainda vivem pescadores, eram as mulheres que remendavam as redes dos maridos avariadas nas pescarias. Surgia, assim, o filé, elaborada arte em linhas nascida em Maceió e transmitida de mãe para a filha há séculos.

Hoje, as peças produzidas com essa renda estão expostas e podem ser adquiridas nas dezenas de lojas que se espalham pelas ruas do antigo bairro e na Praia de Pajuçara, na capital alagoana, além de algumas outras cidades do Estado, como Marechal Deodoro.

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Galés de Maragogi – Distante  6 km da praia central da cidade, as galés de Maragogi – nome dado às piscinas rasas em alto mar – integram a Costa dos Corais, situando-se no centro desse ecossistema. O passeio às galés permite conhecer bem de pertinho os recifes de corais.

Contudo, as leis de preservação restringem o número de pessoas e embarcações que podem visitar o lugar, só permitindo a visitação de dez catamarãs com 60 pessoas cada por dia. Nas piscinas de água rasa, também é proibido usar nadadeiras. Nas mais profundas, pode-se mergulhar com cilindro acompanhado por um guia, vendo peixinhos coloridos, anêmonas e corais-cérebro.

Penedo - Alagoas - Wikimedia

“H”

História – Se a opção é conhecer a colonização de Alagoas, não deixe de visitar as cidades de Marechal Deodoro, Penedo e Piranhas, as duas últimas localizadas às margens do Rio São Francisco. Com igrejas, conventos e palacetes dos séculos 17 e 18, Penedo é uma das mais antigas (e históricas) cidades brasileiras. Conhecida como Ouro Preto do Nordeste, foi fundada pelos bandeirantes no século 16.

Partindo de Maceió em sentido ao Litoral Sul, chega-se a Marechal Deodoro, tombada pelo Iphan em 2006. Distante pouco mais de 30 km da capital,  é o berço onde nasceu o primeiro do presidente do Brasil – Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República no dia 15 de novembro de 1889 e governou o País até 1821. A cidade, que foi  a a primeira capital de Alagoas, ainda preserva a casa do proclamador da república.

Marechal Deodoro

Marechal Deodoro ainda preserva a casa onde viveu o proclamador da República do Brasil.

Fundada em 1552, Marechal Deodoro tem atrações que remetem aos tempos da colonização do Brasil por Portugal, como o Museu de Arte Sacra Dom Ranulpho da Silva Farias e o Convento de São Francisco, ambos do século 16. Ao lado de seu centro histórico com construções do início do século 19, as rendeiras e os seus bordados em filé, labirinto, redendê e bilro são uma atração da cidade.

Já Piranhas fica na divisa entre Alagoas e Sergipe e é a porta de embarque para a Rota do Cangaço, um roteiro que privilegia aqueles que querem aprender um pouco mais sobre os cangaceiros que aterrorizaram as populações brasileiras no início do século 19. Dali parte o catamarã rumo à Grota do Anjico, local da emboscada onde Lampião, sua mulher Maria Bonita e o seu bando foram assassinados no dia 28 de julho de 1938.

Jaraguá Viva Praça Dois Leões.jpg

Na Praça Dois Leões ficam um  obelisco erguido em homenagem à Independência do Brasil e a Igreja Nossa Senhora do Povo, que começou a construída em 1820 e é a mais antiga da capital alagoana. 

Em Maceió, o endereço obrigatório é o bairro de Jaraguá, onde a cidade começou a se desenvolver a partir de 1815, quando foi fundada. Espalhados por suas ruas centrais e  próximas aos cais do porto, multiplicam-se casarões coloniais e antigos armazéns. Construídos no início do século 19 e tombados pelo Iphan, muitos desses trapiches já foram recuperados e agora sediam antiquários, casas noturnas, espaços culturais e outros setores do comércio.

Associação Comercial de Maceió em Jaraguá  - Foto por IStock-jsdeoliv.jpg

Antigo palacete colonial onde hoje funciona a Associação Comercial, em Jaraguá, Maceió.

“I”

Ilha de Santa Rita – A maior ilha lacustre do País, com mais de 12 km2 de superfície, faz parte do passeio de escuna à Lagoa de Mundaú. Área de preservação ambiental, é formada pelos povoados de Santa Rita, Siriba, Jacaré e Barra Nova.

“J”

Jangada – De Pajuçara, na região central de Maceió, quando a maré está baixa, jangadas partem para as piscinas naturais que se formam a cerca de 2 km da costa. De modo geral, os passeios saem no período da manhã e o número de embarcações e visitantes com acesso a esses paraísos esculpidos pela natureza é limitado.

pajucara-maceio.jpg

 

A ideia é proteger e preservar a vida marinha. Na Praia de Pajuçara, o serviço pode ser contratado diretamente com os jangadeiros credenciados, que por ali são facilmente encontrados e identificáveis. Já para conhecer outras piscinas naturais do Estado pode-se recorrer às agências de viagens.

“K”

Kilo – Há muitos restaurantes que servem comida por kilo em Maceió. A Sueca (Av. Doutor Antônio Gouveia, 1.103, Pajuçara) é um deles. No bufê, pratos à base de frutos do mar, peixes, aves e carnes fresquinhos, além de uma enorme variedade de saladas e sobremesas.

“L”

Lagoas – Ao todo Alagoas possui 17 lagoas, sendo que as maiores são Mundaú e Manguaba. Juntas, elas formam um dos maiores complexos lagunares do mundo.

Por do sol na Lagoa Mundaú - Foto site falando em viagens

Pôr do sol na Lagoa Mundaú.  Foto: Site Falando em Viagens.

“M”

Maceió Convention & Visitors Bureau – Integrada por empresários, a entidade vem desenvolvendo um importante trabalho de divulgação de Alagoas, com a criação de novos roteiros turísticos para o Estado. Ao lado de órgãos públicos e instituições privadas, participa do planejamento do calendário de eventos estaduais.

Também investe no aperfeiçoamento dos serviços prestados por agências, hotéis, bares e restaurantes e na capacitação da mão-de-obra que esses setores empregam.  Rua Profª Edith Brandão Nogueira, 95-A, Jatiúca, Maceió, tel. (82) 2121-6601.

Maria Antonieta – Neste restaurante o forte é a cozinha italiana. Com ambiente intimista, suas massas e risotos são imperdíveis. Fica na Av. Doutor Antônio Gomes de Barros, 150, Jatiúca, Maceió, tels. (82) 3202-8828 e (82) 2122-1950.

“N”

Nossa Senhora dos Prazeres – É a padroeira de Maceió. A matriz de mesmo nome fica no centro da capital, na Rua Barão de Atalaia Pinto, s/nº.

“O”

Orla – Pelos 5,5 km da deslumbrante orla de Maceió aninham-se as praias da Avenida, do Sobral, do Pontal da Barra, Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca, Cruz das Almas, Jacarecica, Guaxuma, Garça Torta, Riacho Grande, Pratagi e Ipioca.

Praia da Avenida - Maceió Foto Semptur

“P”

Praia do Francês – A 21 km ao sul de Maceió pela AL-101, atrai os surfistas com suas ondas de mais de dois metros. Para quem não surfa há passeios de barcos até os recifes de coral, onde se pode mergulhar nas piscinas naturais.

Se a maré estiver baixa, é possível caminhar até a Praia do Saco. Também conhecida como Saco da Pedra, a Praia do Francês está dentro de uma reserva ecológica que pertence à Ilha de Santa Rita.

Praia do Francês - Foto Commons

Porto de Jaraguá – É considerado um porto natural, o que facilita o atracamento de embarcações. Na época da colonização do Brasil, foi a principal porta de saída de Alagoas de produtos exportados, como o açúcar, o fumo, o coco e as especiarias.

Atualmente, o Porto de Maceió, como também é conhecido, abriga o maior terminal açucareiro do mundo, além de ser um dos mais movimentados do Brasil.

Porto de Maceió - Foto André Pessoa

Foto: André Pessoa.

Foi o desenvolvimento econômico e comercial do Porto de Maceió, às margens da Lagoa Mundaú, chamada maçaio, que fez surgir uma grande povoação que recebeu o nome de Maceió, a atual capital de Alagoas.

“Q”

Quilombo dos Palmares – Foi o maior de todos os quilombos brasileiros e ocupava uma área quase tão grande como Portugal. Localizava-se na Serra da Barriga, região que compreende os atuais os estados de Alagoas e Pernambuco. Quando foi fundado em 1597, Palmares tinha apenas uns 40 habitantes, mas cresceu tanto que chegou a ser integrado por dez quilombos menores.

Como a fuga de escravos significava prejuízo financeiro para os senhores de engenho, eles organizavam expedições para capturar os negros. Foi numa delas que um menino nascido naquela comunidade quilombola foi capturado e entregue ao padre da vila de Porto Calvo (AL). Quinze anos depois, o garoto voltou a Palmares, onde se tornou o líder mais importante: Zumbi.

Placa em homenagem  a Zumbi. Foto Andrevruas - Commons Wikimedia..jpg

Placa em homenagem a Zumbi. Foto: Andrevruas/Commons Wikimedia.

Em 1692, o quilombo foi atacado, mas o exército fracassou. O mesmo não ocorreu na segunda tentativa, em 1694, quando Palmares foi destruído. Mesmo ferido, Zumbi fugiu e continuou organizando ataques aos engenhos para roubar armamentos e libertar escravos. Foi traído por Antônio Soares, um de seus homens, que revelou o seu esconderijo após ter tido torturado.

Zumbi foi assassinado no dia 20 de novembro de 1695. Sua cabeça foi cortada e levada para o Recife (PE), onde as autoridades ordenaram que ficasse exposta em praça pública, com o intuito de desencorajar a fuga dos escravos e de acabar com a crença popular de que Zumbi era “imortal”. De nada adiantou, pois ele tornou-se um mito.

“R”

Rendeiras – São famosas em todo o Estado pelos caminhos e toalhas de mesa, panos de bandeja, colchas, saídas de praia, chapéus, blusas, vestidos e outras peças que confeccionam em filé, labirinto, bilro e redendê. Loja na Rua das Rendeiras - Pontal da Marra - Maceió - Foto www.viagensemfoco

Loja de peças com bordados típicos de Alagoas no bairro Pontal da Barra, em Maceió. Foto: André Pessoa.

Filé - Foto Semptur1

“S”

Sururu – Extraído das lagoas, o marisco é um dos principais ingredientes da gastronomia regional.

Sururu de Capote - Foto Semptur.jpg

“T”

Taboua – É uma planta que cresce em abundância em locais úmidos, como brejos, manguezais e várzeas. No município de Feliz, há uma grande variedade de peças são produzidas a partir da palha da taboua. São bolsas, utensílios domésticos e objetos para decoração. Ali também podem ser encontrados artesanatos feitos com bagaço da cana-de-açúcar.

Transamérica – É uma das várias agências de Maceió que oferece passeios turísticos pelo Estado. Tel. (82) 2121-7373.

“U”

União dos Palmares – O município localizado na Serra da Barriga abriga o Parque Memorial Quilombo dos Palmares (www.quilombodospalmares.org.br). Aberto à visitação pública e com entrada gratuita, reúne os vestígios arqueológicos do quilombo que foi o maior foco de resistência negra à escravidão no Brasil por quase 100 anos, entre 1597 e 1694.

Serra da Barriga - Foto Ministério do Turismo.jpg

Urban Resort Ritz Lagoa da Anta – Se o seu negócio é luxo e atendimento de primeira, essa é a opção para se hospedar em Maceió. Cada um de seus seis pisos segue uma decoração inspirada em um tema diferente. Os quartos do Bali Floor, por exemplo, resgatam as belezas das ilhas indonésias e são destinados a casais em lua de mel.

Já os do Design Floor são projetados para executivos e conciliam sofisticação e praticidade a um moderno designer. Com 196 quartos, o resort disponibiliza aos seus hóspedes bares, brasserie, restaurante e bistrô, piscinas, SPA, fitness, saunas, mini golfe, quadra de vôlei e centro de convenções, entre outras comodidades. Fica na Av. Brig. Eduardo Gomes, 546, Praia de Cruz das Almas, tel. (82) 2121-4000, www.ritzlagoadaanta.com.br.

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Vida noturna – O bairro de Stella Maris e a orla de Ponta Verde concentram as principais baladas de Maceió.

Maceió - Ponta Verde. - Wikimedia.jpg

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Xote – Trote e forró são alguns dos ritmos que eletrizam as danceterias, as boates e os barzinhos de Maceió, que oferecem opções para todos os gostos, de MPB ao eletrônico, passando pelo pagode e o sertanejo.

“Z”

Zumbi dos Palmares – A palavra zumbi ou zambi vem termo nzumbe, do idioma africano quimbundo, significa alma de pessoa falecida. Para os bantos, uma tribo africana, a palavra é sinônimo de líder religioso e militar.

No Brasil, em função da crença popular afro-brasileira, zumbi é um morto-vivo, um fantasma que vagueia a esmo. Etmologias à parte, Zumbi foi o mais importante líder do Quilombo de Palmares. Traído, foi assassinado em uma emboscada. Na data de sua morte, 20 de novembro, hoje se comemora o Dia da Consciência Negra.

Litoral baiano preserva natureza e história

•Novembro 6, 2017 • Deixe um Comentário

Por Cláudio Lacerda Oliva                                                                        Fotos: Divulgação

 

Praia da Coroa Vermelha em Santa Cruz Cabrália - BA - Wikimedia

Santa Cruz Cabrália é uma cidade histórica importante que está localizada na região turística da Costa do Descobrimento, extremo sul do Estado da Bahia. A região preserva um importante marco da história do País. Foi o seu solo que, há mais de 500 anos, acolheu os navegantes colonizadores portugueses. Eles aportaram em seu litoral, dando origem à civilização do Brasil.

Litoral baiano - abre - Foto principal Fazenda Mãe Tereza

Com um enorme potencial turístico, Santa Cruz Cabrália esbanja belezas naturais, com praias exuberantes, recifes de coral, águas cristalinas e rios navegáveis ideais para passeios e para a prática de esportes náuticos, além de possuir uma vegetação rica e preservada. A cidade se divide em parte baixa e alta. Na parte baixa, há a exuberância das praias, rios e matas.

Na parte alta, um grandioso acervo de construções históricas esperam a visita de turistas que podem se surpreender pelas mágicas e deslumbrantes paisagens. É também na parte elevada da cidade, que encontramos um local único para relaxar e se divertir em total contato com a natureza! Com uma completa área de lazer, o Parque Ecológico Mãe Tereza oferece diversas opções de ecoturismo e entretenimento, que incluem lago para banho com toboágua, caiaques e tirolesa, pesque e solte e passeios pelo rio e mar.

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Parque Ecológico oferece de tirolesa a passeios de barco.

Não é  tudo. O parque também disponibiliza aos visitantes  banho de lama, slackline, área de esportes com quadras de futebol, basquete e vôlei e uma incrível área de natureza preservada, com opções de passeios a cavalo, trenzinho (tour panorâmico pela fazenda) e trilhas monitoradas por guias locais em meio à Mata Atlântica.

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A marina e o condomínio oferecem o melhor serviço do litoral sul da Bahia.

A Marina Mãe Tereza está situada às margens do Rio Camurugi, aproximadamente a dez minutos de navegação do mar. A região possui um litoral fascinante, com potencial náutico, excelente para a prática de esportes aquáticos e passeios. Nesse contexto, a marina, que está anexa ao parque, destaca-se por ser um empreendimento diferenciado na Costa do Descobrimento, oferecendo um mix de serviços de qualidade para aqueles que desejam guardar suas embarcações com praticidade, segurança e conforto.

A estrutura conta garagens náuticas, píeres individuais com água potável, rampa, trator 4×4, estacionamento e serviços de retirada e de colocação de embarcações na água, abastecimento de combustível, sanitários, energia e lavagem. Além disso, o usuário pode desfrutar de um ambiente agradável, repleto de belas paisagens, e conferir também o grandioso espetáculo do pôr do sol no lago que todos os dias se faz presente.

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Condomínio garante lazer, privacidade e conforto.

Com lotes a partir de 500 m², o Condomínio Altos de Mãe Tereza preza pela qualidade de vida. Aliado a uma ótima localização (a 25 km do Aeroporto Internacional de Porto Seguro), conta com rápido acesso terrestre e fluvial, estando a alguns minutos do centro de Santa Cruz Cabrália (via terrestre), e também da charmosa vila de Santo André (via fluvial), banhada pelo mar e pelo Rio João de Tiba.

O condomínio tem a infraestrutura de abastecimento de água, de energia e de serviços essenciais à construção. Os muros que cercam toda sua área proporcionam segurança para que os moradores possam passar seus dias de forma calma e agradável.

Voltando a falar sobre o parque ecológico, o espaço oferece aos visitantes uma rica gastronomia. Entre os  pratos que ali podem ser saboreados, destaque para uma iguaria da culinária uruguaia que tem o toque do tempero baiano:  a “Parrillada”, um delicioso churrasco ao estilo uruguaio, acompanhado de guarnições diversas e sobremesas.

Litoral baiano3

 

O restaurante, localizado em meio à flora exuberante, acaba por se tornar um dos maiores atrativos do lugar. Sem dúvida, é uma excelente opção de ecoturismo em Santa Cruz Cabrália. Também é um acolhedor cantinho para passar momentos únicos e inesquecíveis junto à natureza!

Para mais informações: maetereza.com

 

 

Pantanal – Nas trilhas da arara-azul

•Novembro 4, 2017 • Deixe um Comentário

Declarado pela Unesco como Patrimônio Mundial Natural em 2000, o Pantanal de Mato Grosso do Sul  é uma região privilegiada em termos de beleza e biodiversidade. Ao mesmo tempo, é berçário e um gigantesco laboratório de pesquisas para a preservação de espécies ameaçadas de extinção. Caso das araras-azuis.

Por Fabíola Musarra

Pantanal - MS

Araras, feras, porções de natureza intacta a perder de vista. Essas foram as imagens que me vieram à mente ao ser convidada para ir ao Pantanal. Parti sem saber direito o que iria encontrar. Primeiro, pela extensão territorial dessa região brasileira. Com cerca de 140 mil quilômetros quadrados, corresponde a 1,5 vezes o tamanho de Portugal ou – se preferir – o da Bélgica, da Suíça, da Holanda e de Portugal juntos.

Assim, não tinha noção em qual dos “pantanais” ficaria. Depois, pelas condições topográficas e climáticas do lugar, uma região que convive com secas e cheias, dependendo da época do ano. Foi com essas interrogações que desembarquei em Campo Grande (MS) com um grupo de jornalistas. Lá, iríamos conhecer o Projeto Arara Azul, uma iniciativa que vem sendo desenvolvida pela bióloga Neiva Guedes, com o objetivo de proteger a espécie.

Como previsto, logo cedo, partimos em uma estrada de terra rumo à uma fazenda na graciosa cidade de Aquidauana, no Pantanal do Rio Negro (MS), onde funciona uma das bases do projeto. No percurso de cinco horas, como aconteceria em toda a viagem, uma cena de pura contradição: cenários naturais praticamente intocados intercalados por enormes áreas devastadas.

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O verde do cerrado em contraste com a lama da estrada, ainda escorregadia devido à forte chuva que havia acabado de cair. Silêncio interrompido, volta e meia, pelo voo de um tucano, por seriemas que invadiam a “rodovia” ou por rebanhos de gado nelore, raça muito cultivada nesse pedaço de Brasil, cuja base da economia é a agropecuária.

Pantanal 1

É impossível viajar por aqui sem ficar hipnotizado pelas exuberantes paisagens que desfilam diante do olhar. Mais impossível ainda é percorrer esse trajeto sem ficar zen. Fazer uma prece em silêncio para não quebrar o encanto do espetáculo de sons e de luzes desenhado ao longo dos séculos pelos deuses da natureza.

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Entrar num estado contemplativo e agradecer baixinho por estar em contato com cores e aromas de um dos cenários mais exóticos em termos de biodiversidade do planeta.  Na contramão da história, é impossível também não ser invadido pela impotência e pela sensação “veja antes que tudo acabe!”

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Sentimentos que vão se solidificando diante da constatação do cruel desmatamento e queimadas que ali vêm sendo promovidos por fazendeiros e empreendimentos. Ações predatórias realizadas sem critério, embora satélites permanentemente monitorem esse extenso território batizado de Pantanal, dos quais 34,27% ficam no Mato Grosso e 65,73% no Mato Grosso do Sul.

À base da garra e alma – Mas é durante o trajeto de 284 quilômetros rumo ao nosso destino que se pode desfrutar de paisagens intactas e conhecer projetos de preservação feitos à base da garra e alma de pantaneiros e pesquisadores. Enfim, de solitários exploradores. Movidos à paixão, diariamente vão a campo perseguindo sua missão numa árdua batalha.

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Uma luta insana e desigual, ora travada contra as difíceis condições geográficas da região, ora contra a escassez de recursos. Carências de toda ordem: desde a falta de pessoas para integrar a equipe e de equipamentos que possibilitem a pesquisa até verbas que tornem viável a concretização o estudo.

A fazenda é uma base de observação permanente da equipe de Neiva. Espalhados pela sua extensa área estão diversas várias espécies de árvores nativas, incluindo a acuri e a bocaiuva, duas palmeiras cujos cocos alimentam as araras-azuis. Depois do almoço, sob um calor de quase 45ºC à sombra, começo a entender na prática o que é viver nesta parte do Pantanal e o amor da bióloga por essas aves.

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Neiva Guedes: luta incansável para salvar as araras-azuis. Foto: Projeto Arara Azul

Todos os anos desde que começou o projeto, entre os meses de março e julho (época da reprodução da ave), Neiva deixa sua casa em Campo Grande (MS) e parte em direção ao Pantanal sul-mato-grossense. No volante de uma Hilux Toyota, acompanhada por assistentes, percorre quilômetros de estradas esburacadas, pastagens e campos alagados para visitar os mais de 350 ninhos naturais e cerca de 200 artificiais que cadastrou em uma área de 450 mil hectares.

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Araras se alimentam com cocos de manduvi, árvore típica do Pantanal. Foto: Peter Schoen

Desta vez, porém, além da bióloga Andréia Carvalho Macieira e de Cezar Corrêa, assistente de campo, Neiva nos conduziria a uma das áreas pantaneiras onde monitora as araras-azuis. Divididos em grupos, partimos em picapes mato a dentro. Bem adiante, os veículos pararam e seguimos a pé por um matagal fechado até chegar em um local onde havia um ninho e onde iríamos conhecer um filhotinho da espécie.

A jornada não é fácil. Mesmo com o intenso calor, é preciso percorrer a trilha com calça e mangas compridas e se untar de repelente. Apesar de todos esses cuidados, os esfomeados pernilongos e insetos não perdoam aqueles que ousam invadir sua propriedade e picam sem dó nem piedade os visitantes atrevidos, como nós. Por sua vez, as araras-azuis também não facilitam em nada o trabalho do pessoal do projeto.

Elas costumam construir seus ninhos em cavidades nos troncos de manduvi, uma árvore de aproximadamente dez metros ou mais, típica do Pantanal. Geralmente, essas cavidades ficam a cinco, seis metros do chão. Alcançá-las exige preparo físico, técnica e equipamentos de alpinismo. Aos 54 anos, Cezar é quem se incumbe da tarefa. De segunda-feira a sábado, ele mora na Araraúna e visita em média dez ninhos por dia.

Considerando-se a altura dos ninhos, entre subidas e descidas, escala em torno de 100 m/dia ou de 600 m/semana. “Vistoriamos os ninhos para assegurar que os filhotes cheguem com saúde à vida adulta”, explica. “Os fazendeiros da região nos ajudam a descobrir ninhos. Toda vez que nos comunicam a existência de um deles, recebem como incentivo um kit com a camiseta e o boné do projeto”, prossegue.

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Na realidade, o engajamento da população ao projeto é resultado de um trabalho de conscientização feita ao longo dos anos pela bióloga e equipe com as comunidades locais. “Hoje, além de nos avisarem sobre a descoberta de novos ninhos, muitos fazendeiros e habitantes daqui nos procuram para aprender a construir ninhos artificiais de madeira para as araras-azuis”, orgulha-se Neiva.

Pela ajuda prestada, cada filhotinho de arara-azul é batizado com o nome da pessoa  que descobriu o ninho ou com o de alguém especial para a equipe, numa espécie de homenagem. “Esse aqui chama-se João Maria”, grita Cezar do alto do manduvi ao referir-se ao filhote recém-extraído do ninho.

araras 1 - filhotes no ninho

O filhotinho é colocado em um balde e enviado ao solo, onde Neiva e Andréia o examinarão. Depois, será retirada uma mostra de sangue da ave, feito o anilhamento e colocado um microchip sob a pele dela (se for capturada, a tecnologia possibilitará que a equipe fique sabendo onde nasceu e há quanto tempo vive).

Só depois disso é que a ave será devolvida ao ninho. Posteriormente, o sangue coletado será enviado à Universidade de São Paulo (USP) para análise. “Apenas com esse exame é que ficaremos sabendo qual é o seu sexo”, explica Neiva. Ela acrescenta que esses procedimentos têm sido eficazes no controle do tráfego dos animais apreendidos pela fiscalização, indicando qual é o destino/origem deles.

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Tuiuiu, a ave símbolo do Pantanal – Foto: PX Grupo Nacional Pantaneiro

No percurso de volta, assistimos a um show que a natureza bisaria várias vezes durante a nossa permanência naquele imenso zoológico a céu aberto: jacarés, cervos-do-pantanal, gaviões, tuiuiús, tucanos… Lembro-me de ter ficado impressionada com o conhecimento de Cezar sobre os animais que habitam a região, sobretudo os pássaros.

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Como uma enciclopédia, citava detalhes de como vivem, de seus predadores. Mais surpreendente ainda foi ver como os olhos pantaneiros captam lá longe espécies escondidas no meio da selva, animais e aves que nossos olhos e ouvidos urbanos jamais perceberiam, apesar de todo o silêncio da região.

Na manhã seguinte, fomos “navegar” pelo Correntoso, um afluente do Rio Negro. Havia chovido forte à noite e os bichos ainda dormiam ou estavam sem coragem de vir até as margens se exibir. Mesmo assim, vimos capivaras, ariranhas, jacarés e diversos tipos de pássaros. Descendente de índios e paraguaios, David, o jovem senho que conduzia o barco, é a própria expressão do pantanal. Nasceu em Aquidauana, tem 47anos, é casado e pai de duas meninas.

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Como Cezar, esbanja conhecimentos sobre a natureza que o cerca. Sabe de cor os hábitos alimentares dos animais, os horários mais prováveis de encontrá-los. Enfim, tem resposta para tudo… Durante o trajeto, ele conta sobre a vida da região. Diz que a época de cheias acaba de chegar, já cobrindo áreas que até dois, três dias estava esturricadas.

“A seca deste ano foi uma das piores das últimas duas décadas. Muitos animais não resistiram”, entristece-se. Para suportar o calor da região é preciso mesmo ter muitas resistência, ou ter nascido ali e estar acostumado com as temperaturas de mais de 40ºC. David confirma minha suspeita.

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Conta que o pantaneiro tem o hábito de levantar cedo e aproveitar o frescor da manhã para trabalhar. Por isso, alimenta-se bem no café da manhã, que geralmente é às 6 horas (lá não há horário de verão). O cardápio normalmente inclui arroz-de-carreteiro, feijão, carne e ovos. “Do meio-dia às 15 horas, o sol é muito forte, impossibilitando a execução de tarefas”, diz.

Paixão à primeira vista – Depois do frustrante passeio de canoa (os animais – entenda-se mamíferos, entre os quais a onça-pintada – decidiram não aparecer naquela manhã nublada), retornamos à fazenda. De lá, ainda teríamos um longo trecho a percorrer até o Refúgio Caiman, um dos patrocinadores do projeto. Agora, com o sol novamente castigando.

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Com 53 mil hectares, o Caiman fica perto de Miranda, a 236 quilômetros de Campo Grande. Além de lar de diferentes animais silvestres o refúgio também é um “porto seguro” para a arara-azul. Nele encontra-se a sede do projeto, de onde Neiva coordena o trabalho de manejo e monitoramento das aves ao lado de sua equipe. A sede possui uma loja de suvenires e salas para palestras e oficinas.

Hoje, o projeto tem toda essa infraestrutura e conta com o apoio da Toyota do Brasil, Universidade Anhanguera-Uniderp, Refúgio Ecológico Caiman, Bradesco Capitalização e Parrots International, entre outros parceiros e patrocinadores. Mas nem sempre foi assim. Ele nasceu em fins de 1989, quando Neiva fazia um curso de especialização. Ao conhecer de mais perto as araras-azuis, apaixonou-se por elas à primeira vista.

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Na época, tinha 27 anos e pouco se sabia sobre os habitats e a biologia da espécie. Intrigada, foi atrás de mais informações e descobriu que o número de aves silvestres caçadas era assustador – estima-se que só nos anos 1980 cerca de dez mil araras-azuis foram exportadas ilegalmente do País, fato que estava fazendo com que elas desaparecessem do Pantanal.

Diante dessas perspectivas, Neiva criou o Projeto Arara Azul com alguns apoios. “Nos primeiros quatro anos, estudamos cientificamente a espécie, pois muito pouco se sabia sobre ela”, lembra. Para isso, percorria a região em um jipe, subia em árvores para monitorar e descobrir ninhos, corria atrás de recursos e de voluntários para ajudá-la. Passados mais de 30 anos desde aquela época, a rotina da bióloga permanece inalterada.

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Ainda agora, ela ainda continua perseguindo o seu ideal e fazendo de tudo para garantir um futuro melhor para as araras-azuis. Sua dedicação vem sendo recompensada com várias vitórias, desde o engajamento das comunidades locais a sua causa até os prêmios internacionais. Também é graças ao seu trabalho que hoje já se conhece boa parte do ciclo de vida, da genética e dos hábitos de vida das araras-azuis.

Enfim, informações imprescindíveis para a preservação da espécie. E, se em 1990 apenas 1.500 haviam sido registradas na região, hoje mais de dez mil delas ali proliferam e são monitoradas pela equipe. Elas vivem em ninhos espalhados em diversas fazendas da região de Nhecolândia, Abobral, Miranda e Nabileque.

Araras 3

As tarefas da equipe variam de acordo com o ciclo de reprodução da espécie. De março a junho, durante o período não reprodutivo, acontece a observação dos filhotes e o manejo e a recuperação dos ninhos. Já no período reprodutivo, de julho a fevereiro, é feito o monitoramento de ninhos ativos, com ovos ou filhotes.

É durante este período que começa com a seca no Pantanal e termina com a cheia que acontece a observação do comportamento das araras-azuis. Quando necessário, a equipe também retira os ovos para incubação artificial e posteriormente os devolvem para o ninho e alimenta os filhotes. “Essas iniciativas possibilitam aumentar ainda mais a população das araras-azuis”, afirma convicta Neiva, sempre incansável em sua luta,

 

CÉDULA DE IDENTIDADE

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Nome científico: anodorhyncus-hyacinthinus. Também é chamada de arara-azul, araraúna e arara-preta.

Endereço: Pantanal do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, incluindo áreas do Pantanal boliviano e paraguaio. Também são encontradas no Amazonas, Pará e nas serras gerais que abrangem os Estados de Tocantins, Piauí, Maranhão e Bahia.

Maternidade: no Paltanal do Mato Grosso do Sul, 90% dos ninhos são encontrados nos manduvis.

Infância: nos três primeiros meses de vida, os filhotes permanecem no ninho e dependem totalmente dos pais.

Primeiro voo: de 107 a 120 dias.

Casamento: as araras-azuis só formam família depois dos 8, 9 anos de idade. Antes disso, vivem em grupos de jovens.

Relacionamento a dois: são fiéis – vivem com o mesmo companheiro até a morte. Somente depois disso é que procuram um novo parceiro.

Taxa de reprodução: baixa. A fêmea coloca de um a três ovos, sendo que somente um filhote sobrevive em cada reprodução, que acontece de dois em dois anos.

Vida em família: os pais dividem todas as tarefas de alimentação e cuidado com os filhotes.

Profissão: são tidas como engenheiras ambientais, pois ao aumentarem as cavidades dos troncos das árvores onde se reproduzem permitem que outras espécies posteriormente também utilizem o ninho.

Inimigos: baratas e formigas na fase em que são filhotes. Na idade adulta, a caça ilegal praticada pelos homens, incluindo os índios, que as capturam para usar suas penas para a confecção de artesanatos.

Tamanho: chegam a medir 1 m de comprimento.

Peso: em média, 1,3 quilo.

Expectativa de vida: de 30 a 35 anos na natureza. Em cativeiro, podem viver cerca de 50 anos.

 

PARA SABER MAIS

Projeto Arara-Azul – www.projetoararaazul.org.br

1 – http://globotv.globo.com/tv-morena/bom-dia-ms/v/em-perigo-de-extincao-arara-azul-encontra-refugio-no-pantanal-sul-mato-grossense/2000150

2 – http://globotv.globo.com/tv-morena/bom-dia-ms/v/em-perigo-de-extincao-araras-azuis-sao-rastreadas-com-microchip-em-ms/2002970

3 – http://globotv.globo.com/tv-morena/bom-dia-ms/v/medidas-de-protecao-a-arara-azul-beneficiam-outras-especies-de-passaros-do-pantanal/2004738

4 – http://globotv.globo.com/tv-morena/bom-dia-ms/v/pesquisadores-mantem-banco-de-dados-geneticos-sobre-arara-azul/2006563