Em Orlando, com tubarões e arraias

•Julho 28, 2017 • Deixe um Comentário

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O Discovery Cove está com novidades que prometem ser uma aula de conhecimento e de muita adrenalina para quem o visita. Conhecido mundialmente por suas interações com golfinhos, o parque situado em Orlando, na Flórida, Estados Unidos, possibilita agora a chance de o visitante nadar com tubarões e alimentar arraias.Arraias.jpg

A primeira atração conduz o visitante em uma fascinante experiência interativa, colocando-o diante desses incríveis predadores. Dividida em duas partes, a aventura começa quando os visitantes se encontram com uma equipe do parque e entram na água, onde aprendem sobre a anatomia dos tubarões e as ameaças que enfrentam na natureza.

Nado com tubarões2

Na “aula”, ficam sabendo, por exemplo, que os tubarões têm um papel essencial na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas do oceano em todo o mundo, controlando as populações de peixes. E também que muitas espécies são ameaçadas pela pesca excessiva e caçadas pela sua barbatana, atividades responsáveis pelo desequilíbrio na natureza.

Nado com tubarões - Foto Divulgação

Depois de aprenderam sobre esses predadores, todos são convidados a mergulhar e a se juntarem aos tubarões na parte mais profunda do habitat. Esta nova atração do parque está disponível para os visitantes com idade a partir de 10 anos. Custa US$ 85 por pessoa. Para cada pacote comprado, o SeaWorld doa 5% da receita ao Guy Harvey Ocean Foundation para apoiar a conservação e pesquisa de tubarões.

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Quanto a experiência de alimentar arraias, ela acontece no The Grand Reef. Guiada por uma equipe do aquário do parque, os visitantes de mais de 6 anos de idade podem interagir e aprender muito sobre as espécies de arraias, enquanto as alimentam. A interação para alimentar arraias tem um custo de US$ 50 por pessoa.

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Para participar das novas experiências, os visitantes devem adquirir o pacote do Discovery Cove – com ou sem nado com golfinhos. Os espaços são limitados e recomenda-se reservar com antecedência. Para mais informações e reservas, acesse o site discoverycove.com.

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Arquitetura e arte da Catedral da Sé

•Julho 27, 2017 • Deixe um Comentário

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No período de 2000 a 2002, a terceira maior sede do catolicismo da cidade de São Paulo passou por um longo processo de restauração. Na época, acabou sendo tema de uma elaborada publicação. Lançado pela FormArte, o livro conta a história da Catedral da Sé, como é mais conhecida a igreja paulistana, desde a elaboração de seu projeto original em 1912 até os dias de hoje.  

Por Fabíola Musarra

Cartão-postal da capital paulista, a Catedral Metropolitana de São Paulo é uma atração imperdível para quem gosta de história e de arquitetura. Sem contar – naturalmente – para os fiéis.

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Há alguns anos, a igreja que está entre uma das cinco maiores góticas do mundo foi devolvida à população após ter passado por uma reforma que durou quase três anos e que incluiu obras de restauro e de recuperação interna e externa, além da construção de diversas partes não executadas do projeto original, de 1912.

Pela importância que representa para a metrópole paulistana, a Catedral da Sé mereceu a publicação de um livro. Em suas 230 páginas, a caprichada edição bilingue (português-inglês) retrata o dia-a-dia da restauração de um dos mais antigos templos católicos do País.

Interior da Catedral da Sé - Grande Órgao de Tubos - Wikimedia.jpg

Editado pela FormArte, o Catedral da Sé – Arte e Engenharia pode ser adquirido nas principais livrarias brasileiras. Tendo como pano de fundo a reforma da antiga igreja paulistana, mais do que discorrer sobre as obras de restauro e de recuperação, o livro resgata a história de um dos maiores marcos da arquitetura e da engenharia do País e do maior símbolo de São Paulo, o grande templo religioso, cujo entorno foi palco de tantos momentos marcantes da história do Brasil.

Inaugurada em 1954 antes mesmo ser concluída e após quatro décadas de obras, a Catedral da Sé, ao longo de tantos anos de existência, assistiu do alto de seus 92 metros de altura, o marco zero da capital paulista se transformar em cenário de inúmeras manifestações políticas. Casos do comício organizado pelos sindicatos no dia 1º de maio de 1914, das manifestações contra a ditadura de Getúlio Vargas em 1932 e dos atos públicos na década de 40 pela democratização política do País.

Em janeiro de 1994, a Catedral da Sé reuniu ao seu redor mais de 200 mil manifestantes no primeiro comício do Movimento das Diretas Já, que exigia eleições para a Presidência da República.

Na história contemporânea do Brasil, tornou-se símbolo das manifestações de resistência do autoritarismo do Golpe Militar de 1964. Em 1975, por exemplo, foi palco de ato ecumênico em protesto pelo assassinato do jornalista Wladimir Herzog, que foi preso pelo regime militar e morreu no Dops (Departamento de Ordem Política e Social). Em janeiro de 1994, reuniu ao seu redor mais de 200 mil manifestantes no primeiro comício do Movimento das Diretas Já, que exigia eleições para a Presidência da República. Essas e muitas outras curiosidades estão contidas no livro, que documenta em suas páginas e fotos a importância do grande símbolo da arquitetura religiosa da cidade, a Catedral Metropolitana de São Paulo.

Apogeu e decadência – Depois de ter sido palco de tantas manifestações, de ter presenciado de perto o crescente fluxo de veículos e ônibus em suas imediações e de ter visto a principal estação do metrô nascer (e ser inaugurada em 1978) praticamente sob as suas fundações, a Catedral Metropolitana de São Paulo – em função do tipo de solo onde foi construída e de todas essas interferências urbanas –, encontrava-se com sua estrutura comprometida, colocando em risco a segurança de seus frequentadores.

Sob alegação que a edificação apresentava riscos estruturais, o Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru), órgão da Prefeitura de São Paulo, interditou a antiga igreja paulistana. A interdição aconteceu em julho de 1999, três meses depois da apresentação de um projeto de restauração e recuperação ao Ministério da Cultura. Algumas obras emergenciais foram realizadas para a reabertura parcial, de outubro de 1999 a maio de 2000, quando o projeto foi aprovado, possibilitando o início das obras de restauração.

Nos três anos em que a igreja permaneceu fechada foram reparados 52 vitrais e centenas de elementos artísticos, muitos deles datados do século 18. A reforma incluiu ainda a revitalização dos sinos da igreja, que já não funcionavam há cerca de quatro anos. De origem holandesa, os sinos feitos em bronze com estrutura de suporte metálica tiveram seus mecanismos completamente revitalizados. Desde a restauração, o carrilhão – composto por 61 sinos, 35 acionados eletronicamente – vem sendo tocado diariamente, fato indispensável para garantir o bom funcionamento e a apropriada manutenção do sistema. 

As obras de restauração solucionaram ainda vários outros problemas que ameaçavam a estrutura física da Catedral da Sé, abrangendo desde a correção de problemas de deterioração e desestabilização física (movimentação estrutural), fissuras, infiltrações de água, ataque de cupins até a substituição das estruturas elétrica e hidráulica. Antes de ser devolvido à população, um dos principais marcos da cidade foi inteiramente pintado e lavado, consumindo cerca de 6,2 milhões de litros de água e 3.630 litros de sabão neutro.

Em péssimo estado de conservação, o mármore (de procedência belga e italiana) e o granito também mereceram uma atenção especial. Materiais predominantes dos pisos da igreja, eles estavam bastante danificados devido às frequentes inundações, sendo que a cripta era a parte mais degradada. Trincados ou mesmo quebrados, muitos dos pisos de mármore tiveram de ser repostos. Para dar uma idéia, no acabamento foram utilizadas cerca de 800 toneladas de mármores raros.

O custo dessa primeira etapa do projeto foi de cerca de R$ 19,5 milhões, na época quando foi reformada. O montante obtido foi investido em duas etapas: fissuras, infiltrações de água, ataques de insetos xilófagos nas partes de madeira, deterioração de caixilhos e vitrais, readaptação das estruturas elétricas e hidráulicas, entre outros, e complementação das partes não executadas no projeto original (14 torreões secundários).

Projeto original – Os 111 metros de comprimento, 46 metros de largura, torres com 92 metros de altura cada e cúpula com altura de 30 metros nunca estiveram tão próximos do projeto original de concepção da Catedral da Sé. No projeto de restauração e recuperação apresentado pela Mitra Arquidiocesana de São Paulo ao Ministério da Cultura, por exemplo, já estava especificada a construção de 14 torreões que integravam o projeto original de construção da igreja.

Extremamente importantes na definição do estilo gótico, os torreões começaram a ser construídos em julho de 2001, quando a reforma da igreja já estava em andamento. Sua concretização, no entanto, exigiu uma intensa pesquisa. O aço e o granito – que compõem as duas torres datadas de 1956 – não eram adequados para a construção dos demais torreões, pois o peso desses materiais poderia afetar a estrutura do prédio. “O terreno onde está situada a Catedral da Sé é muito instável. Ela só está de pé porque foi construída devagar”, afirmou o arquiteto Paulo Bastos, responsável pelo projeto arquitetônico.

Depois de serem testados vários materiais, decidiu-se que o aço, em substituição ao concreto armado, e o GRC (em inglês, glass reinforced concrete, revestimento de argamassa com fibra de vidro) no lugar do granito seriam as melhores soluções. É a primeira vez que o GRC é usado em tais proporções no Brasil. “Esse tipo de estrutura, que também está sendo usada na Igreja da Sagrada Família em Barcelona, na Espanha, permite a redução do peso da estrutura em até 50%”, disse Maria Aparecida Soukef Nasser, gerente de obras da Concrejato.

De igreja a museu – Ao longo de 48 anos da Catedral Metropolitana de São Paulo, os 51 vitrais artísticos passaram por manutenções totalmente inadequadas, com o uso de materiais que prejudicaram ainda mais sua preservação. Retratando desenhos de passagens bíblicas, histórias de santos e fatos históricos (a chegada dos portugueses ao Brasil, por exemplo), os vitrais, em sua maioria, foram encomendados da Itália e criados por artistas de renome internacional, como Max Ingrand, Francesco Bencivenga e Gilda Nagni, apresentando uma linguagem e qualidade diferenciadas daquelas utilizadas pela Casa Conrado, em São Paulo, onde o artista José Wasth Rodrigues havia concebido parte deles no início da década de 40.

Nos vitrais europeus, a história é contada quadro a quadro. Cada um de seus pintores manteve a tradição do estilo gótico em que o importante não é rápida compreensão da imagem, mas sim o efeito luminoso que ela representa. Já nos nacionais, a linguagem proposta é mais clara e moderna, com um desenho central detalhado e moldura de figuras geométricas que se repetem, possibilitando a total compreensão do vitral. Entre os nacionais e importados, foram restaurados 51 conjuntos, correspondendo a uma área de 750 metros quadrados. Os vitrais restaurados ganharam um vidro de proteção transparente de 4 mm, enquanto aqueles localizados nas fachadas laterais do primeiro nível receberam uma tela metálica de proteção.

Dois tipos de objetos integram o acervo artístico da Catedral da Sé: os móveis (esculturas, imagens sacras, mobiliário, livros e aparatos religiosos, entre outros) e os elementos integrados à arquitetura (esculturas em granito, mármore e bronze, capitéis, colunas, a iconóstase – parede de granito na qual estão esculpidas imagens sacras – localizada na Capela do Santíssimo e as 32 tumbas da cripta, por exemplo). Durante a reforma, todos eles foram submetidos a uma avaliação criteriosa e foram submetidos, no mínimo, a um processo de limpeza.

Os objetos artísticos móveis não foram restaurados, com exceção de um crucifixo de madeira datado do século 18. A restauração dos demais elementos ainda vem sendo feita, pois a maioria das peças faz parte do acervo museológico da igreja, projeto da Arquidiocese Metropolitana de São Paulo. Nos elementos artísticos integrados à arquitetura não foi necessária a substituição de materiais. De excelente qualidade e em bom estado de conservação, eles apenas estavam muitos sujos, em razão das dificuldades de manutenção e das infiltrações que afetavam a quase totalidade do templo católico.

Graças à excelente qualidade da madeira, as portas não foram atacadas por cupins. Entretanto, grande parte delas estava comprometida pelo excesso de umidade. No total, a igreja tem 34 portas (14 na área externa e 20, na interna). Todas são de madeira. As portas da parte externa foram feitas com jacarandá da Bahia, madeira atualmente difícil de ser encontrada. Um grande problema que afetava as portas era a dificuldade em movimentá-las devido ao peso (a porta principal tem mais de 400 quilos) e da ferrugem nas dobradiças. Para resolver a situação foi criado um sistema especial de acionamento que utiliza rolamentos de caminhões.

Ainda agora, o prédio da Catedral Metropolitana de São Paulo continua recebendo melhorias, com o objetivo de futuramente constituir-se em um espaço aberto à visitação pública. Na realidade, membros da Igreja católica estudam um projeto para transformá-lo em um museu, proporcionando à população o conhecimento de seu importante acervo artístico, histórico, arquitetônico e cultural. Obviamente, a finalidade religiosa do templo continuará sendo prioridade.

Segundo os religiosos, a criação do museu poderia possibilitar que os visitantes tivessem uma visão privilegiada da paisagem urbana de São Paulo. Acompanhados por monitores, eles poderiam seguir roteiros de visitação interna e externa, aprendendo a história da Catedral da Sé, da antiga Catedral Colonial e a sua influência na formação do centro histórico paulistano, utilizando também o topo de uma das torres como mirante da paisagem urbana de São Paulo.

A história

Alguns anos depois da fundação de São Paulo, a população da vila já reivindicava a construção de uma matriz à Câmara.  Na sessão de 7 de fevereiro de 1588 há registros de pedidos para que no povoado “aja viguairo e hornamentos e sino e todo ho mais ao culto devino”. Nesse mesmo ano, a Câmara determinou a construção da matriz. Na época já existiam na vila a Igreja do Colégio dos jesuítas e a Igreja de Nossa Senhora da Luz.

A construção foi cercada de contratempos. Homens encarregados pelas obras da igreja desistiram da empreitada. Na sessão de 25 de abril de 1600, a Câmara ordenou que os moradores recomeçassem as obras com seus escravos, já que não havia índios para o serviço. A Igreja Matriz só ficou pronta provavelmente em 1612, pois a partir desta data não se encontram mais referências nas atas.

O local era na região onde fica atualmente a Catedral e a Praça da Sé, sendo muito difícil determinar a exata localização por falta de registros históricos. Só se sabe que, em 1745, com a criação do bispado de São Paulo, ela já não era mais utilizada pelas suas péssimas condições. O bispo dom Bernardo Rodrigues Nogueira fez a entrada solene em São Paulo na igreja de São Pedro.

Provavelmente por iniciativa do vigário Mateus Lourenço de Carvalho, a outra matriz teve sua construção iniciada em 1745, no estilo das construções do tempo da colonização portuguesa. Com a entrada no século 20, a população paulistana começou a se manifestar a favor da construção de um novo templo. Decidiu-se que as duas construções não poderiam coexistir, já que a nova catedral deveria ocupar o mesmo espaço físico da antiga. A construção também reflete a necessidade de a sociedade paulista se desvencilhar dos laços da colonização.

Datado de 1912, o projeto da Catedral da Sé é de autoria do arquiteto e professor da Escola Politécnica, Maximiliano Hehl, que adotou o estilo gótico e a inclusão de uma cúpula de concreto sobre o cruzeiro, característica academicamente classificada como pertencendo à arquitetura religiosa renascentista. Iniciada em 1913, as obras foram acompanhadas por Hehl até sua morte, em 1916, quando então passaram a ser supervisionadas por outros professores da Escola Politécnica.

Na arquitetura gótica da catedral há elementos que receberam a influência da cultura brasileira, dando a ela um aspecto ímpar. Detalhes nos capitéis das colunas representam animais da fauna brasileira (como tatu, porco, morcego) e plantas da flora nativa (maracujá, jabuticaba, entre outras). Terminada a obra das fachadas, em 1946, foram escolhidos os artistas que comporiam o espaço interno do templo. Em 1952 iniciavam-se em Roma os trabalhos de execução dos diversos elementos artísticos, concluídos dois anos depois.

Em 1954, a Catedral da Sé foi inaugurada. Mas ela ainda não estava concluída. Em 1956 foi organizada uma comissão responsável pela “Campanha das Torres para São Paulo”, com o objetivo de angariar fundos para a construção das torres e o término das obras. O complexo das obras foi considerado concluído com a chegada do majestoso órgão, o maior da América Latina. Fabricado em Milão (Itália) pela indústria Balbiani & Bossi, o instrumento tem cinco teclados manuais, 329 comandos, 120 registros e 12 mil tubos, cujas bocas, de forma gótica, apresentam relevos entalhados à mão.

O local para sua instalação – atrás das colunas que rodeiam o altar-mor – foi definido segundo exigências de ordem técnica, visto que sua localização no coro, situada sobre a porta principal de entrada do templo, poderia comprometer a propagação do som. Esta decisão veio ao encontro do fato de que nas funções litúrgicas em templos de grandes dimensões, como é o caso da Catedral da Sé, o som se propague o mais próximo possível do altar-mor e dos fiéis.

Você sabia?

A Catedral da Sé foi construída no mesmo lugar da “velha Sé”, como era conhecida a matriz que foi demolida.

A Catedral da Sé é a maior igreja de São Paulo. Foi inaugurada em 1954, para os festejos do 4° Centenário da cidade de São Paulo.

Serviço

Catedral Metropolitana da Sé – Praça da Sé, Centro, tel. (11) 3107-6832.

Catedral da Sé – Arte e Engenharia,vários autores, fotografias de Iatã Cannabrava e fotos inéditas da longa construção, que atravessou cinco décadas do século passado, Editora FormArte, 230 págs.

O Velho Mundo sob um novo prisma

•Julho 23, 2017 • Deixe um Comentário

Você é daqueles turistas que já embarcaram nos roteiros clássicos feitos pelo Brasil e pelo Exterior e agora está partindo para conhecer destinos diferenciados? Então, o que acha de visitar a Armênia e a Geórgia, tendo ainda a possibilidade de esticar até o Azerbaijão? Gostou da sugestão? Pense a respeito e anote:

Mounte Ararat e Ierevan - Foto Wikimedia

De 17 a 30 de setembro, a agência Latitudes, especializada em viagens de conhecimento, vai levar um grupo de turistas brasileiros para desbravar um lado pouco conhecido (e explorado) da Europa. O roteiro na Armênia começa em Ierevan, capital que surpreende por ostentar um contraste harmônico entre a modernidade e a tradição.

Opera House em Yerevan - Foto Wikimedia.JPG

Entre outras atividades em Ierevan, estão previstas visitas à Praça da República, a Opera House e ao Cascade Complex, onde fica o Cafesjian Museum of Contemporary Art. Inaugurada em 2009, a casa abriga uma impressionante coleção de obras de arte contemporânea. Entre elas, estátuas do escultor mexicano Fernando Botero.

Avenida Baghramyan - Foto Wikimedia.jpg

Ainda em Ierevan, será feita uma caminhada por uma das mais importantes avenidas do país, a Baguhramyan Avenue e um stop no Museu de História, que, entre as preciosidades de seu acervo, guarda o sapato mais antigo do mundo, encontrado em uma das antigas cavernas da Armênia, com mais de 5000 anos.

Chave simbólica de Yerevan na Northern Avenue. - Foto Wikimedia.jpg

O tour segue pela por várias cidades armênias, intercalando paisagens inenarráveis, lagos turquesa, cordilheiras, mosteiros, cidades medievais e patrimônios históricos, culturais e imateriais da humanidade. Depois, é a vez da Geórgia, país localizado no encontro da Europa com a Ásia.

Tbilisi _ Foto Visit Geórgia.jpg

A capital Tbilisi  vive, respira e transborda as influências culturais marcantes da Turquia, Rússia, Pérsia e da Ásia Central. Igrejas e monastérios milenares dividem o espaço com arquitetura contemporânea, uma efervescente  vida noturna e excelente infraestrutura turística.

Uplistsikhe Cave - Cidade de Gori, Georgia  - Foto Wikimedia.jpg

Em sua estadia em Tbilisi, você vai explorar parte deste tesouro histórico mundial, além de conhecer a antiga capital da Geórgia, Mtskheta, Patrimônio Mundial da Unesco. O cristianismo na Geórgia começou a partir desta cidade no século 4. Também vai visitar a cidade-caverna de Uplistsikhe, construída por volta do primeiro milênio, por tribos pagãs. A Rota da Seda passava por lá e esses traços ainda podem ser vistos.

Vista  de Baku - Foto  Wikimedia.jpg

A viagem termina, mas, se você quiser, tem a opção de dar uma esticada até o Azerbaijão. Na capital Baku, os muros da Cidade Velha protegem construções do século 15. Do lado de fora, uma metrópole pulsante e em crescimento. A antiga cidade de Shaki também será visitada. Ela é o paraíso para quem pretende comprar tapeçaria de seda, tradicional do país.

Cidade Velha no Azerbaijão - Foto Azerbaijan Tour_photoreport.jpg

O roteiro da agência Latitudes prevê muita coisa legal para  se ver e para ser desvendada nestes três países do Velho Mundo. Vale a pena conferir os seus  detalhes. Se está interessado, acesse o link http://static-latitudes.gcampaner.com.br/wp-content/uploads/2017/09/armenia-e-georgia-de-ierevan-a-tbilisi16.pdf.

 

 

Para amantes da gastronomia italiana

•Julho 19, 2017 • Deixe um Comentário

Se você é fã da culinária da Itália, o roteiro da Mi Piace pode te interessar. Ele prevê a degustação de tradicionais vinhos e pratos do país, além de dar dicas sobre produtos regionais e o seu preparo “all’italiana”.

Piazza Duomo de Milão - Itália - Foto Wikimedia.jpg

O roteiro de 11 dias começa no aeroporto de Guarulhos, com o embarque em voo rumo a Milão, no norte da Itália. Na chegada, a acomodação em hotel é seguida por tarde livre e jantar. No menu, o autêntico “Risotto Milanese”. Na capital da Lombardia também estão previstas visitas a um mercado na rua, a uma rotisserie e a uma gelateria.

Loja gourmet no centro de Milão - Site O Guia de Milão.jpg

O almoço acontece em restaurante especializado em “Polenta com Ossobuco”, com posterior pausa em uma loja de funghi, com uma aula sobre como utilizar a iguaria no preparo de pratos italianos. O fim da tarde é coroado por uma esticada a EatItaly, loja de produtos típicos do país.

Eataly Supermercado em Milão - Foto - Site flirtyfoodie

O próximo destino é Bergamo Alta, uma linda cidade medieval, onde o almoço – “Polenta Taragna” – em um restaurante do centro histórico é seguido de um stop em uma pasticceria bergamasca para provar os doces típicos da cidade. Depois de visitar à tarde uma vinícola na região da Franciacorta e degustar espumantes, você viaja para Verona.

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Na região vêneta do Valpolicella, o tour inclui visitas às vinícolas e degustação de vinhos. No menu do almoço, “Risotto all’Amarone”. Quando a refeição terminar, você pode fazer compras no centro histórico, e, mais tarde, aproveitar a noite livre na romântica cidade de Julieta e Romeu.

valpolicella - Foto Site Ifatto Quotidiano

De lá, ruma para Parma, onde o almoço-degustação é na Antiga Ardenga Massimo Pezzani, empresa produtora do famoso “Prosciutto de Parma”, e de vários tipos de salames, pancetttas e outras delícias da Emilia Romagna.

Prosciutto de Parma - Foto - Antica Ardenga Maximo.jpg

Já em Rocca de Rofena, você confere como é produzido o queijo “Parmigiano Reggiano” e faz um piquenique saboreando o “Borlenghi” (uma espécie de presunto), além de participar de uma divertida “caçada” às trufas brancas.

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Após o jantar, você viaja a Florença, onde de manhã visita o Mercado de San Lorenzo e, no fim da tarde livre, degusta um aperitivo “regado” a deliciosos crostinis e bruschettas fiorentinos, em VillaToscana.

Bruschetta- Foto- Site Ciao         Florentina.jpg

Na região do Chianti, a programação prevê a degustação de vinhos no castelo da vinícola Vicchiomaggio, além de paradas na na Antica Macelleria Falorni e no Consorzio dei Vini del Chianti, na cidade de Greve in Chianti. O almoço, “Bistecca Fiorentina”, é seguido por visita a Radda in Chianti, Castellina in Chianti e Gaiole in Chianti.

castelo da vinícola Vicchiomaggio.jpg

Conhecer a cultura senese e sua gastronomia é seu próximo passo. Em Siena, um passeio pela manhã te conduz a um laboratório especializado na produção do Panforte de Siena, com aprendizado e degustação.

Panforte de Siena- Foto Site L'Italo-Americano

A tarde é toda sua para explorar e se despedir da cidade, pois à noite volta a Florença, onde logo cedo visita ao Mercado de Peixe da praiana Viareggio. O cardápio do almoço é à base de peixe fresquinho.

Panorâmica de Florença - Rio Arno - Foto - Site Viva Toscana.jpg

O retorno a Florença acontece no fim do dia. Pela manhã, a viagem chega ao fim e você embarca em voo rumo a São Paulo. Custa a partir de 3.880 euros (parte terrestre) por pessoa em apartamento duplo, inclusos dez noites de hospedagem em hotel quatro estrelas com café da manhã, transfers, transporte e acompanhamento de profissional durante o percurso, seguro viagem e kit exclusivo. Informações: www.mipiace.com.br

Hotel palácio parisiense do século 18 reabre suas portas

•Julho 17, 2017 • Deixe um Comentário

Depois de quatro anos em obras e investimentos de 200 milhões de euros, o Crillon, espaço frequentado por dez entre dez jet-setters, é reinaugurado.

Praça da Concórdia em Paris - França - Foto Wikimedia

Para quem gosta de viajar e observar construções e estilos arquitetônicos das cidades que visita, os países da Europa são um prato cheio. Paris, na França, não é exceção. Lar da Torre Eiffel, do Arco do Triunfo e de tantas obras icônicas, a charmosa capital francesa reabriu, no início de julho, as portas do Hotel de Crillon, considerado uma preciosidade da arquitetura do século 18.

Fachada do Hotel Crillon em Paris - Foto Wikimedia

Símbolo do luxo francês daquele século, a construção à época foi realizada pelo arquiteto Ange-Jacques Gabriel. Para quem não sabe, o profissional viveu de 1698 a 1782 e foi neto e filho, respectivamente, dos arquitetos Jacques Gabriel (1630-1686) e Jacques Gabriel 5º (1667-1742). Como o seu pai, Ange-Jacques Gabriel foi o primeiro arquiteto do rei.

Foi sob ordens de Luís 15 que ele assinou os projetos das obras do Petit Trianon, em Versalhes, e da Escola Militar de Paris, além da Praça da Concórdia, um dos mais concorridos postais de Paris, situada bem em frente ao Hotel de Crillon. A proposta original do monarca era de que ali funcionassem órgãos do governo, mas acabou passando por diversas mãos da aristocracia francesa, como nas do conde de Crillon.

Em 1909, o antigo palacete de Crillon foi transformado em Hotel dos Viajantes. Atualmente, a propriedade pertence a um príncipe saudita. E, depois de mais de quatro anos em obras, o empreendimento agora está sendo operado pelo grupo de Resorts e Hotéis de Rosewood, tendo em seu comando o especialista da hotelaria de luxo Marc Peroryctes. Com a sua reinauguração, o hotel ganhou segundo subsolo com SPA e piscina.

Suite do Hotel de Crillon - Foto Divulgação.jpg

Além de seus 124 quartos, o empreendimento agora também disponibiliza 33 suítes, dez das quais tiveram sua decoração interior assinada por grandes estrelas do luxo. Caso de Karl Lagerfeld, estilista da Chanel e da Fendi e um apaixonado pela arquitetura do século 18, que assina o projeto de duas delas. O paisagista Louis Benech, um dos mais conceituados da França, ficou com os projetos dos jardins internos.

Suíte do Crillon - Divulgação.jpg

Mas há muitas outras novidades. Na cozinha a qualidade é garantida pela presença de Machado de Christopher. O renomado chefe retorna ao Crillon, casa onde recebeu em 2011 sua primeira estrela no Michelin. Já o L’Ecrin, principal restaurante do hotel, está com um novo menu, elaborado pelo chefe Christopher Hache, que viajou o mundo inteiro para se inspirar e criar os pratos.

Jardim de Inverno do Crillon - Foto Divulgação.jpg

Claro que não é todo mundo que pode se hospedar em um hotel com esse padrão. Mas, mesmo que você não seja um deles, se estiver em Paris, vale a pena dar e uma esticada até o Crillon. Em seu jardim de inverno, você pode tomar um café saboreando uma das delícias criadas pelo premiado chefe patissier Jérôme Chaucesse, enquanto observa o vibrante vaivém da Praça da Concórdia. Por sinal, com a reabertura do hotel, a praça e seu conjunto arquitetônico estão mais bonitos do que nunca!

Fonte da Praça da Concórdia em Paris - Foto Wikimedia.jpg

SERVIÇO – Hotel de Crillon – 10 Place de la Concorde, 75.008, Paris, França, tel.  (33) 1 44 71 15 00, site http://www.rosewoodhotels.com.

 

Virgínia é novo endereço para os fãs de cerveja nos Estados Unidos

•Julho 3, 2017 • Deixe um Comentário

Cervejas - Foto Divulgação.jpg

Famoso pelas vinícolas, o estado norte-americano agora se fortalece também no mercado de cervejarias artesanais, reunindo 206 estabelecimentos.

Por  Fabíola Musarra 

Situado na Região da Capital dos Estados Unidos, o Estado da Virgínia atingiu a marca de 206 cervejarias em funcionamento, conforme dados do Departamento de Controle de Álcool e Bebidas (Department of Alcohol and Beverage). O número de estabelecimentos do tipo dobrou nos últimos anos, registrando o crescimento de 468% em relação ao ano de 2012. Com isso, o governo acaba de anunciar novas licenças, incluindo três grandes novas cervejarias, a expansão de empresas locais e a introdução de cervejarias globais.

Outro estudo econômico divulgado pela Beer Institute aponta que a indústria cervejeira na Virgínia é um dos setores que mais cresce, contribuindo com mais U$ 9,34 bilhões para a economia do Estado, além de estar sendo um importante impulsionador da economia e impactando positivamente setores como o turismo e a agricultura.

Virginia Beer - Foto DivulgaçãoO motivo do sucesso das cervejarias da região? estarem sendo bastante procuradas? Saiba que ele se deve ao fato de tanto as grandes quanto as pequenas utilizarem ingredientes produzidos localmente para a confecção da bebida, incrementando a qualidade da cerveja e criando um sabor exclusivo.

Este, porém, não é o único motivo. A maioria das cervejarias da Virginia oferece salas para degustações dos diversos tipos da bebida e pátios ao ar livre – que algumas vezes por ano recebem festivais e eventos especiais, além de algumas delas serem pet-friendly.  O que torna a experiência ainda mais especial.

Atualmente, Virgínia é um dos melhores destinos para apreciadores de cervejas artesanais. Com mais de 120 cervejarias artesanais, oferece aos turistas a possibilidade de percorrer os diferentes roteiros que a região abriga. A Devil’s Backbone Brewing Company é apenas uma das que integra o tour. Situada nas montanhas Blue Ridge, no centro do estado, oferece uma cervejaria premiada em um restaurante com espaço aberto em meio ao cenário de montanhas.

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Já a Blue Mountain Brewery, em Afton, é a primeira cervejaria no interior do estado, que também conta com uma sala para degustação e um restaurante que serve pratos preparados com ingredientes colhidos direto da fazenda. Por sua vez, a Starr Hill Brewery, em Crozet, é uma das mais antigas e produz oito tipos de cervejas principais, quatro sazonais e várias edições limitadas.

Também a cidade de Richmond, capital da Virginia, conta com mais de 12 cervejarias. O legal é apreciar a bebida enquanto aprecia a paisagem do Rio James e o skyline da cidade no pátio da microcervejaria Legend Brewing Company, a mais antiga em funcionamento no estado. Ficou tentado a ir? Então, acesse o site www.virginia.org/beertrails e confira a localização das cervejarias e o tipo de cerveja que produzem. Boa degustação!

 

Foz de Iguaçu é palco do Festival de Turismo das Cataratas

•Junho 28, 2017 • Deixe um Comentário

Até o dia 30 de junho, o evento que está sendo realizado na linda cidade paranaense mostra as tendências e inovações do setor.

Foz_do_Iguaçu - Foto Wikimedia Commons

Está visitando Foz do Iguaçu?  O que acha de dar uma esticada até o Rafain Palace Hotel. No centro de convenções do empreendimento está acontecendo a 12ª edição do Festival de Turismo das Cataratas (FIT). Com o tema “Tecnologia e Sustentabilidade”, o evento reúne agentes de viagens, operadoras de turismo, hoteleiros, guias e demais profissionais da área e de segmentos afins, trazendo aos visitantes as principais novidades do turismo.

Além da possibilidade de ampliar contatos e fechar negócios, o FIT é ainda uma oportunidade para você provar diferentes tentações gastronômicas, incluindo pratos típicos como o Pirá de Foz. Também as bebidas participam do festival, que tem como um de seus destaques o Salão do Vinho Argentino, um espaço de 70 metros quadrados onde estão expostas as bebidas produzidas pelo país vizinho.

Vinhos  - Foto do site Roteiroseeventos.jpg

Com mais de 210 mil hectares de vinhedos, a Argentina exporta aproximadamente 25% de sua produção anual para a Europa. Grande parte do sucesso de seus vinhos se dá pela qualidade de suas uvas Malbec e Cabernet Sauvignon. Ficou com água na boca? Saiba que neste salão, você vai poder conhecer e degustar vinhos produzidos em mais de 20 bodegas de regiões tradicionais como Salta, La Rioja, Mendoza e San Juan, além de saborear petiscos argentinos e acompanhar apresentações de tango.

Cantina e vinicola Francois Lurton (Argentina) - Foto Wikimedia.jpg

Também no estande do Bella Italia,  você pode degustar vinhos e queijos, assistir apresentações artísticas e aprender mais sobre a cultura italiana, além de se inteirar sobre os hotéis do grupo – “nascido” em Foz do Iguaçu, é integrado pelos hotéis Bella Italia, Águas do Iguaçu e Bogari, e pelos restaurantes Vila Iguassu e Noite Italiana Doce Vita.

Queijos1 - Hotel Bella Italia - Foz do Iguaçu - Foto Divulgação

Ainda nesse estande, você pode ficar sabendo sobre as melhorias que estão sendo feitas no Bella Italia, tradicional hotel da cidade e que agora conta com um estacionamento coberto e está com apartamentos repaginados. “Estamos fechando alas interiores, com o objetivo de reformar os 135 apartamentos sem atrapalhar o fluxo dos nossos clientes”, conta Sidiclei de Moura, gerente comercial do empreendimento.

Fachada do Hotel Bella Italia- Foto Divulgação.jpg

“A decoração, a pintura e os banheiros do hotel estão ganhando novo visual. O próximo passo será realizar obras na área de lazer”, antecipa Moura. Outra novidade do Bella Italia que está sendo apresentada no FIT é o Bolgari, hotel adquirido pelo grupo e reinaugurado em 2015. “Embora tenha mudado de mãos, decidimos manter o seu nome e preservar sua história, o que tem sido muito positivo. Quem já se hospedou nele há anos e retorna, se surpreende com a atual estrutura e os novos hóspedes se encantam com as histórias que contamos”, finaliza Moura.

Postais – E já que está em Foz do Iguaçu, aproveite para conhecer alguns de seus atrativos. Entre eles, as Cataratas do Iguaçu, consideradas um das sete belezas naturais do planeta. Além das imponentes quedas de águas de suas cachoeiras, tando o lado brasileiro como o lado argentino dos parques onde as cataratas estão situadas oferecem  trilhas, passeios em barco e outros de esportes de aventura, como o Macuco Safári e o Gran Aventura.

Bem pertinho do Parque Nacional do Iguaçu fica o Parque das Aves, um dos principais da América Latina e outra das atrações da cidade. Com mais de mil pássaros, o parque é uma propriedade privada que promove a recuperação e a procriação de diversas espécies de aves, incluindo algumas ameaçadas de extinção. Em seu interior  também encontram-se o maior viveiro de araras da América do Sul  e a maior colônia de ararajubas em exibição do mundo.

FIT Cataratas 2017 – De 28 a 30 de junho

Centro de Convenções do Rafain Palace Hotel – Av. Olímpio Rafagnin, 2.357, Parque Imperatriz, Foz do Iguaçu, http://festivaldeturismodascataratas.com.