Festas Brasileiras – A Semana Santa de Recife e no Ceará

Por Fabíola Musarra

Em Recife, mais precisamente em Olinda, a Semana Santa começa com a procissão do enterro, que sai na noite de Quinta-feira, antes da Semana Santa, partindo da Igreja São Pedro Mártir em direção a Igreja da Sé. A Procissão dos Passos e a do Nosso Senhor Morto sai na Sexta-feira e vai para o Convento de São Francisco. Olinda é conhecida no mundo inteiro pela fama dos seus bonecos gigantes carnavalescos. Bastante populares, os bonecões também participam dos festejos da Semana Santa. A comemoração acontece desde o século 18, que no inicio contava com a presença do “Santo da Roca”(boneco com corpo de madeira, roupa majestosa, peruca na cabeça), que eram carregados nos andadores enfeitados de flores durante as procissões dos Passos. Com o passar dos anos, foram melhorados e criados dois bonecos, semelhantes ao antigo. Hoje, na Procissão dos Passos saem as duas imagens de Santos da Roca de Olinda, simbolizando Cristo no caminho do Calvário. A primeira imagem é o Bom Senhor dos Passos (escultura articulada, policromada, do século 18, portuguesa) pertencente à Irmandade do Rosário dos Homens Pretos de Olinda. Essa figura representa Jesus triste, sofrendo de joelhos. A Segunda imagem é a de Nosso Senhor Ornado no Horto, um homem com manto vermelho olhando para cima, com os braços altos. A arte de fazer bonecos gigantes em Olinda vêm de séculos. Trazidas da Europa, que durante a Idade média criavam figuras enormes e malignas para criticar a repressão da Inquisição. Atualmente, a execução e criação dos bonecos gigantes é trasmitida entre a família e feito em larga escala, tanto que do material simples de jornal e cola (papietagem) foi substituída por alguns artesãos pela resina. Outra expressão artística nordestina são os mamulengos, é uma manifestação típica do teatro popular nordestino, que representa figuras, situações cotidianas e manifestações religiosas, como as Procissões da Semana Santa. Os bonecos têm a cabeça esculpida em madeira mulungu e vestidos em forma de luva para que a mão do mamulengueiro fique escondida. A arte do mamulengo nasceu da necessidade de contar histórias para as crianças, que viviam no meio rural e não tinham acesso aos brinquedos. No Ceará, em Cariri, além das tradicionais comemorações da Semana Santa, como as Procissões de Ramos, do Senhor Morto e encenações do drama de Jesus, um grupo de mascarados, com chocalhos na cintura e roupas rasgadas circulam nas ruas, carregando no centro Judas. Esse grupo chama-se os caretas e surgiram no final do século passado na zona rural. Há muitos anos, durante a Semana Santa, os trabalhadores rurais vestiam roupas esfarrapadas, cobriam o rosto com máscaras e carregam Judas Comemorando o fim da colheita.

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~ por Fabíola Musarra em Fevereiro 7, 2010.

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